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Aids - assim pega, assim não pega!

O sexo tem, por natureza, duas funções: o prazer e a reprodução.  A prática sexual, por si só, não causa nenhuma doença.  Fazer sexo é tão saudável, quanto se alimentar. Entretanto, da mesma forma que uma pessoa pode comer uma coisa estragada e adoecer, pode transar com alguém infectado e contrair uma doença sexualmente transmissível (DST), como, por exemplo, a Aids. A transmissão de doenças é uma fatalidade que pode ser evitada.

A Aids é uma doença causada pela presença no organismo do vírus da imunodeficiência humana - HIV. Este vírus hospeda-se, principalmente, nos linfócitos, células encontradas em maior concentração no sangue, no sêmen, na secreção vaginal e no leite materno.

Assim pega...

Sangue - O sangue é muito rico em linfócitos. Assim, quando o sangue infectado pelo HIV cai na corrente sanguínea de uma pessoa, o vírus encontra a situação ideal para se reproduzir. As principais vias de transmissão que favorecem esse contato são a transfusão sanguínea e o compartilhar de seringas durante o uso de drogas injetáveis. Graças ao empenho do governo brasileiro na luta contra a Aids, a transfusão sanguínea tem sido rigorosamente controlada, representando a minoria dos casos de transmissão do HIV. Por outro lado, o compartilhar de seringas por usuários de drogas responde a 19% dos registros da doença.

Sêmen e secreção vaginal - Nestas duas secreções há uma concentração muito alta de HIV, capaz de infectar um(a) parceiro(a) durante o ato sexual. A infecção ocorre porque os órgãos genitais são muito irrigados por vasos sanguíneos e possuem uma mucosa que permite a passagem do HIV que está no sêmen ou na secreção vaginal para o sangue do(a) parceiro(a). Além disso, a relação sexual pode causar pequenas fissuras na parede da vagina ou no pênis, devido ao atrito da penetração, facilitando ainda mais a transmissão. As práticas sexuais que transmitem o HIV são as seguintes: relação com penetração vaginal, relação anal e sexo oral. O sexo é a via de transmissão responsável pelo maior número de casos de Aids no mundo. É importante lembrar que, qualquer prática sexual pode ser realizada sem risco de infecção pelo HIV, desde que o casal use de camisinha - masculina ou feminina. Em caso de dúvida quanto à colocação, leia o artigo "Camisinha masculina - técnica e habilidade" (abril/2005).

Transmissão vertical - é aquela transmitida de mãe para filho, quando uma mulher portadora do HIV infecta o filho durante a gravidez. Quando a mulher está grávida, desenvolve uma forma de comunicação do seu sangue com o sangue do bebê por meio do cordão umbilical. Desta forma, o HIV pode passar para o sangue do bebê e contaminá-lo. Esta transmissão está diminuindo cada vez mais. Hoje, com  medicamentos mais potentes para aumentar a defesa do organismo de um portador de HIV e o tratamento específico que a gestante e o bebê recebem durante o pré-natal e o parto, o número de crianças que nascem com o HIV no Brasil diminuiu significativamente.

Leite materno - Esta é uma outra secreção que, por possuir muitos leucócitos, também é capaz de conter  alto nível de concentração de HIV quando a mãe é portadora. A amamentação é uma via de transmissão do HIV, portanto não é indicada quando a mãe é portadora desse vírus, devendo ela recorrer ao Banco de Leite - estabelecimento encarregado de controlar a qualidade do leite materno que é doado e distribuído a mães que não conseguem ou podem amamentar - ou utilizar a amamentação artificial (mamadeira).

Assim não pega...

Lágrima, suor e saliva - Os linfócitos também estão presentes em outras secreções do nosso corpo como, lágrima, suor e saliva. Mas como a concentração do vírus é pequena nestes líquidos, não há risco de contaminação. Desta forma, pode-se dizer que não se pega o HIV pelo contato com essas secreções. No caso do beijo, a transmissão não ocorre porque a saliva é pobre em células sanguíneas e há uma rápida renovação salivar na boca, o que impede o aumento de concentração de HIV. Atenção! Se o casal tiver alguma lesão aberta na boca que possibilite o contato com sangue como, por exemplo, gengivite ou ferimentos por uso de aparelho, o risco pode existir.

O HIV é pouco resistente ao calor e ao frio, bem como aos agentes químicos como álcool, detergentes, água oxigenada, água sanitária, etc. Assim, uma vez em contato com estes elementos, o HIV morre em questão de segundos.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: HIV,Aids

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