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Dia Mundial da Luta Contra Aids - Pense nisso!

Tags: HIV,Aids,prevenção,fique sabendo

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Sexo frágil? Sim, sexo sem camisinha!

As mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de estudar, desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Mas, quando a questão é amor e sexo, a garota volta no tempo, e ainda se comporta de forma submissa aos desejos do namorado e, presa a mitos e tabus que colocam sua vida em risco, como por exemplo, a virgindade. A virgindade ainda é muito valorizada na mulher. Sabendo disso, muitas garotas acabam cometendo equívocos incríveis para não romper o hímen – fazer sexo anal – a prática sexual que quando realizada sem preservativo é a de maior risco de infecção pelo HIV. Na contra mão dos fatos, pesquisas mostram a dificuldade de a garota negociar o uso da camisinha por medo de perder o namorado, de ser julgada "galinha", ou ainda pior: não usar preservativo em nome do amor, acreditando que "quem ama confia". Tais comportamentos fazem da mulher o verdadeiro sexo frágil.

Fragilidade física

A infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, causando microfissuras nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sanguínea.

Outro fator que aumenta a vulnerabilidade da mulher à Aids é a menstruação. Quando a mulher está menstruada, a descamação da parede do útero, o deixa completamente   exposto ao HIV. Fazer sexo menstruada é "entregar o ouro para o bandido", pois o vírus atinge a corrente sanguínea sem precisar fazer esforço.

Como se não bastasse tudo isso, o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração na vagina. Muitas vezes, ela só descobre que tem uma infecção, ou mesmo uma DST, se consultar um ginecologista, ou quando a doença já está bastante adiantada. Uma infecção agrava ainda mais a fragilidade da parede vaginal, aumentado a vulnerabilidade da mulher à Aids.

Meninas sejam espertas e fiquem fora desta estatística da Aids. Se existe sexo frágil, estes são o sexo anal e o vaginal, quando o assunto é Aids. Portanto, alguns cuidados são fundamentais na sua vida, e especialmente, no carnaval:

  • Nunca delegue o cuidado com o seu corpo. O corpo só tem um dono, e este é você. Quando você delega, o outro pode não priorizar os seus interesses.
  • Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, prevenção, DST/Aids e métodos contraceptivos.
  • Não faça qualquer negócio sexual no carnaval. A autoestima da mulher está condicionada a sua capacidade de despertar o interesse nos homens, principalmente, em festas como o carnaval. Se achar que está invisível, mesmo assim, não faça nenhum acordo que possa lhe colocar em risco.
  • Antes de cair na folia escreva uma lista com os nomes das pessoas que você considera importante e que lhe ama. Isto ajudará você a não esquecer que é amada.
  • Sei que é difícil, mas se for transar não beba. A bebida atrapalha o prazer e faz você esquecer seus limites.
  • Nunca negocie o uso da camisinha na hora da transa. O tesão embriaga e lhe deixa entregue a sorte, ou azar!
  • Conheçam a camisinha feminina. Ela é uma opção, e já existem modelos mais simples que facilitou a sua colocação.
  • Na falta da camisinha, você não precisa abrir mão do prazer sexual. O casal pode realizar práticas sexuais que não sejam de risco, como a masturbação simultânea entre os parceiros.
  • Existem camisinhas de vários tipos e qualidades. Portanto, sempre haverá uma que se adéque ao seu parceiro.

 

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: camisinha,HIV,Aids

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Aids - assim pega, assim não pega!

O sexo tem, por natureza, duas funções: o prazer e a reprodução.  A prática sexual, por si só, não causa nenhuma doença.  Fazer sexo é tão saudável, quanto se alimentar. Entretanto, da mesma forma que uma pessoa pode comer uma coisa estragada e adoecer, pode transar com alguém infectado e contrair uma doença sexualmente transmissível (DST), como, por exemplo, a Aids. A transmissão de doenças é uma fatalidade que pode ser evitada.

A Aids é uma doença causada pela presença no organismo do vírus da imunodeficiência humana - HIV. Este vírus hospeda-se, principalmente, nos linfócitos, células encontradas em maior concentração no sangue, no sêmen, na secreção vaginal e no leite materno.

Assim pega...

Sangue - O sangue é muito rico em linfócitos. Assim, quando o sangue infectado pelo HIV cai na corrente sanguínea de uma pessoa, o vírus encontra a situação ideal para se reproduzir. As principais vias de transmissão que favorecem esse contato são a transfusão sanguínea e o compartilhar de seringas durante o uso de drogas injetáveis. Graças ao empenho do governo brasileiro na luta contra a Aids, a transfusão sanguínea tem sido rigorosamente controlada, representando a minoria dos casos de transmissão do HIV. Por outro lado, o compartilhar de seringas por usuários de drogas responde a 19% dos registros da doença.

Sêmen e secreção vaginal - Nestas duas secreções há uma concentração muito alta de HIV, capaz de infectar um(a) parceiro(a) durante o ato sexual. A infecção ocorre porque os órgãos genitais são muito irrigados por vasos sanguíneos e possuem uma mucosa que permite a passagem do HIV que está no sêmen ou na secreção vaginal para o sangue do(a) parceiro(a). Além disso, a relação sexual pode causar pequenas fissuras na parede da vagina ou no pênis, devido ao atrito da penetração, facilitando ainda mais a transmissão. As práticas sexuais que transmitem o HIV são as seguintes: relação com penetração vaginal, relação anal e sexo oral. O sexo é a via de transmissão responsável pelo maior número de casos de Aids no mundo. É importante lembrar que, qualquer prática sexual pode ser realizada sem risco de infecção pelo HIV, desde que o casal use de camisinha - masculina ou feminina. Em caso de dúvida quanto à colocação, leia o artigo "Camisinha masculina - técnica e habilidade" (abril/2005).

Transmissão vertical - é aquela transmitida de mãe para filho, quando uma mulher portadora do HIV infecta o filho durante a gravidez. Quando a mulher está grávida, desenvolve uma forma de comunicação do seu sangue com o sangue do bebê por meio do cordão umbilical. Desta forma, o HIV pode passar para o sangue do bebê e contaminá-lo. Esta transmissão está diminuindo cada vez mais. Hoje, com  medicamentos mais potentes para aumentar a defesa do organismo de um portador de HIV e o tratamento específico que a gestante e o bebê recebem durante o pré-natal e o parto, o número de crianças que nascem com o HIV no Brasil diminuiu significativamente.

Leite materno - Esta é uma outra secreção que, por possuir muitos leucócitos, também é capaz de conter  alto nível de concentração de HIV quando a mãe é portadora. A amamentação é uma via de transmissão do HIV, portanto não é indicada quando a mãe é portadora desse vírus, devendo ela recorrer ao Banco de Leite - estabelecimento encarregado de controlar a qualidade do leite materno que é doado e distribuído a mães que não conseguem ou podem amamentar - ou utilizar a amamentação artificial (mamadeira).

Assim não pega...

Lágrima, suor e saliva - Os linfócitos também estão presentes em outras secreções do nosso corpo como, lágrima, suor e saliva. Mas como a concentração do vírus é pequena nestes líquidos, não há risco de contaminação. Desta forma, pode-se dizer que não se pega o HIV pelo contato com essas secreções. No caso do beijo, a transmissão não ocorre porque a saliva é pobre em células sanguíneas e há uma rápida renovação salivar na boca, o que impede o aumento de concentração de HIV. Atenção! Se o casal tiver alguma lesão aberta na boca que possibilite o contato com sangue como, por exemplo, gengivite ou ferimentos por uso de aparelho, o risco pode existir.

O HIV é pouco resistente ao calor e ao frio, bem como aos agentes químicos como álcool, detergentes, água oxigenada, água sanitária, etc. Assim, uma vez em contato com estes elementos, o HIV morre em questão de segundos.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: HIV,Aids

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O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.