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Dia Mundial da Luta Contra Aids - Pense nisso!

Tags: HIV,Aids,prevenção,fique sabendo

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Por dentro da Camisinha - conhecendo os agentes causadores das DST

O guia Your love. Your life é uma ação mundial da Durex e contou com a revisão do Instituto Kaplan para oferecer a você mais informações sobre sexo e relacionamentos.

Você também pode baixar a cartilha completa clicando aqui.

 

Tags: DST,HIV,HPV,Herpes Genital,Sífilis,Gonorreia,Hepatite B

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Deu zebra na camisinha – e agora, peguei HIV/AIDS?

Não deveria, mas pode acontecer com qualquer um: na hora H, muitas vezes a ansiedade e a empolgação acabam atrapalhando a prevenção. A camisinha mal colocada estoura ou às vezes nem é utilizada. E aí? Só resta sentar e chorar ou será que existe algo que ainda podemos fazer em relação aos riscos que corremos? 

Sobre o risco de gravidez, existe a pílula do dia seguinte. Depois da gravidez confirmada não há nada mais a fazer, uma vez que o aborto é ilegal no Brasil. Mas existe outro risco que assusta muita gente: o contágio do HIV, o vírus que causa a AIDS.

Muita gente não sabe, mas mesmo que você suspeite que tenha se infectado, nas primeiras 72 horas após o contato, você ainda pode se livrar do vírus.

Não, não é hora de sentar e chorar: se você acha que correu risco de infecção de HIV, seja por camisinha estourada, pelo não uso dela, pelo uso de drogas injetáveis, ou qualquer outra suspeita, procure com urgência uma unidade do serviço de saúde que realize a Profilaxia Pós Exposição (PEP). Neste link você encontra o endereço mais perto da sua região.

A PEP consiste em um ou mais medicamentos que, quando tomados logo após a exposição, pode eliminar o vírus do organismo. Em seu site, o doutor Drauzio Varella explica que “o intervalo de tempo necessário para que o vírus recém-transmitido consiga estabelecer um foco no organismo (...) é suficientemente longo para proporcionar a oportunidade de combatê-lo com antivirais capazes de destruí-lo”. Quanto mais rápido você iniciar a PEP, maior as chances de eficácia.

Somente o médico poderá dizer se no seu caso a PEP é indicada ou não. Vale ressaltar que é um medicamento para casos excepcionais e, portanto não substitui a camisinha, até porque, o preservativo não te protege apenas do HIV e de uma gravidez, mas também de outras doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, para espantar a zebra, você já sabe o que fazer! Cuide bem da camisinha e boa curtição!

Escrito por: Letícia Diniz, Patricia Orosco e Gabriela Hisano

E se você quiser tirar uma dúvida específica pode adicionar sosex.kaplan no seu Skype e perguntar para o educador de plantão, ou mande seu email pelo nosso site

Tags: camisinha,HIV,pós exposição

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Sexo frágil? Sim, sexo sem camisinha!

As mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de estudar, desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Mas, quando a questão é amor e sexo, a garota volta no tempo, e ainda se comporta de forma submissa aos desejos do namorado e, presa a mitos e tabus que colocam sua vida em risco, como por exemplo, a virgindade. A virgindade ainda é muito valorizada na mulher. Sabendo disso, muitas garotas acabam cometendo equívocos incríveis para não romper o hímen – fazer sexo anal – a prática sexual que quando realizada sem preservativo é a de maior risco de infecção pelo HIV. Na contra mão dos fatos, pesquisas mostram a dificuldade de a garota negociar o uso da camisinha por medo de perder o namorado, de ser julgada "galinha", ou ainda pior: não usar preservativo em nome do amor, acreditando que "quem ama confia". Tais comportamentos fazem da mulher o verdadeiro sexo frágil.

Fragilidade física

A infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, causando microfissuras nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sanguínea.

Outro fator que aumenta a vulnerabilidade da mulher à Aids é a menstruação. Quando a mulher está menstruada, a descamação da parede do útero, o deixa completamente   exposto ao HIV. Fazer sexo menstruada é "entregar o ouro para o bandido", pois o vírus atinge a corrente sanguínea sem precisar fazer esforço.

Como se não bastasse tudo isso, o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração na vagina. Muitas vezes, ela só descobre que tem uma infecção, ou mesmo uma DST, se consultar um ginecologista, ou quando a doença já está bastante adiantada. Uma infecção agrava ainda mais a fragilidade da parede vaginal, aumentado a vulnerabilidade da mulher à Aids.

Meninas sejam espertas e fiquem fora desta estatística da Aids. Se existe sexo frágil, estes são o sexo anal e o vaginal, quando o assunto é Aids. Portanto, alguns cuidados são fundamentais na sua vida, e especialmente, no carnaval:

  • Nunca delegue o cuidado com o seu corpo. O corpo só tem um dono, e este é você. Quando você delega, o outro pode não priorizar os seus interesses.
  • Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, prevenção, DST/Aids e métodos contraceptivos.
  • Não faça qualquer negócio sexual no carnaval. A autoestima da mulher está condicionada a sua capacidade de despertar o interesse nos homens, principalmente, em festas como o carnaval. Se achar que está invisível, mesmo assim, não faça nenhum acordo que possa lhe colocar em risco.
  • Antes de cair na folia escreva uma lista com os nomes das pessoas que você considera importante e que lhe ama. Isto ajudará você a não esquecer que é amada.
  • Sei que é difícil, mas se for transar não beba. A bebida atrapalha o prazer e faz você esquecer seus limites.
  • Nunca negocie o uso da camisinha na hora da transa. O tesão embriaga e lhe deixa entregue a sorte, ou azar!
  • Conheçam a camisinha feminina. Ela é uma opção, e já existem modelos mais simples que facilitou a sua colocação.
  • Na falta da camisinha, você não precisa abrir mão do prazer sexual. O casal pode realizar práticas sexuais que não sejam de risco, como a masturbação simultânea entre os parceiros.
  • Existem camisinhas de vários tipos e qualidades. Portanto, sempre haverá uma que se adéque ao seu parceiro.

 

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: camisinha,HIV,Aids

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Aids - assim pega, assim não pega!

O sexo tem, por natureza, duas funções: o prazer e a reprodução.  A prática sexual, por si só, não causa nenhuma doença.  Fazer sexo é tão saudável, quanto se alimentar. Entretanto, da mesma forma que uma pessoa pode comer uma coisa estragada e adoecer, pode transar com alguém infectado e contrair uma doença sexualmente transmissível (DST), como, por exemplo, a Aids. A transmissão de doenças é uma fatalidade que pode ser evitada.

A Aids é uma doença causada pela presença no organismo do vírus da imunodeficiência humana - HIV. Este vírus hospeda-se, principalmente, nos linfócitos, células encontradas em maior concentração no sangue, no sêmen, na secreção vaginal e no leite materno.

Assim pega...

Sangue - O sangue é muito rico em linfócitos. Assim, quando o sangue infectado pelo HIV cai na corrente sanguínea de uma pessoa, o vírus encontra a situação ideal para se reproduzir. As principais vias de transmissão que favorecem esse contato são a transfusão sanguínea e o compartilhar de seringas durante o uso de drogas injetáveis. Graças ao empenho do governo brasileiro na luta contra a Aids, a transfusão sanguínea tem sido rigorosamente controlada, representando a minoria dos casos de transmissão do HIV. Por outro lado, o compartilhar de seringas por usuários de drogas responde a 19% dos registros da doença.

Sêmen e secreção vaginal - Nestas duas secreções há uma concentração muito alta de HIV, capaz de infectar um(a) parceiro(a) durante o ato sexual. A infecção ocorre porque os órgãos genitais são muito irrigados por vasos sanguíneos e possuem uma mucosa que permite a passagem do HIV que está no sêmen ou na secreção vaginal para o sangue do(a) parceiro(a). Além disso, a relação sexual pode causar pequenas fissuras na parede da vagina ou no pênis, devido ao atrito da penetração, facilitando ainda mais a transmissão. As práticas sexuais que transmitem o HIV são as seguintes: relação com penetração vaginal, relação anal e sexo oral. O sexo é a via de transmissão responsável pelo maior número de casos de Aids no mundo. É importante lembrar que, qualquer prática sexual pode ser realizada sem risco de infecção pelo HIV, desde que o casal use de camisinha - masculina ou feminina. Em caso de dúvida quanto à colocação, leia o artigo "Camisinha masculina - técnica e habilidade" (abril/2005).

Transmissão vertical - é aquela transmitida de mãe para filho, quando uma mulher portadora do HIV infecta o filho durante a gravidez. Quando a mulher está grávida, desenvolve uma forma de comunicação do seu sangue com o sangue do bebê por meio do cordão umbilical. Desta forma, o HIV pode passar para o sangue do bebê e contaminá-lo. Esta transmissão está diminuindo cada vez mais. Hoje, com  medicamentos mais potentes para aumentar a defesa do organismo de um portador de HIV e o tratamento específico que a gestante e o bebê recebem durante o pré-natal e o parto, o número de crianças que nascem com o HIV no Brasil diminuiu significativamente.

Leite materno - Esta é uma outra secreção que, por possuir muitos leucócitos, também é capaz de conter  alto nível de concentração de HIV quando a mãe é portadora. A amamentação é uma via de transmissão do HIV, portanto não é indicada quando a mãe é portadora desse vírus, devendo ela recorrer ao Banco de Leite - estabelecimento encarregado de controlar a qualidade do leite materno que é doado e distribuído a mães que não conseguem ou podem amamentar - ou utilizar a amamentação artificial (mamadeira).

Assim não pega...

Lágrima, suor e saliva - Os linfócitos também estão presentes em outras secreções do nosso corpo como, lágrima, suor e saliva. Mas como a concentração do vírus é pequena nestes líquidos, não há risco de contaminação. Desta forma, pode-se dizer que não se pega o HIV pelo contato com essas secreções. No caso do beijo, a transmissão não ocorre porque a saliva é pobre em células sanguíneas e há uma rápida renovação salivar na boca, o que impede o aumento de concentração de HIV. Atenção! Se o casal tiver alguma lesão aberta na boca que possibilite o contato com sangue como, por exemplo, gengivite ou ferimentos por uso de aparelho, o risco pode existir.

O HIV é pouco resistente ao calor e ao frio, bem como aos agentes químicos como álcool, detergentes, água oxigenada, água sanitária, etc. Assim, uma vez em contato com estes elementos, o HIV morre em questão de segundos.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: HIV,Aids

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O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.