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Anel vaginal - mais uma opção na prevenção de gravidez!

Nunca existiram tantos métodos contraceptivos como existem hoje. Só nestes últimos dois anos, foram lançados no mercado cinco tipos de métodos hormonais – o contraceptivo vaginal, o adesivo, o sistema intrauterino de progestagênio (DIU hormonal), as pílulas de ultra baixa dosagem hormonal e o implante hormonal. Podemos dizer que existem métodos para quase todos os gostos, capazes de atender às necessidades de cada casal, inclusive de adolescentes. De fato, muitos destes novos métodos podem ser usados durante a adolescência. Resolvi escrever um artigo sobre cada um dos novos métodos, assim creio que será mais didático e menos cansativo. O primeiro sobre o qual iremos conversar é o contraceptivo vaginal.

O que é o método contraceptivo vaginal?

O novo método contraceptivo vaginal - que tem o nome de NuvaRing - é um pequeno anel flexível que, quando colocado na vagina, libera continuamente baixas doses de hormônios (estrogênio e progesterona), impedindo que aconteça a ovulação. É um método eficaz e inovador, que oferece proteção contra a gravidez. Esse anel tem 5,4 cm de diâmetro e é introduzido na vagina uma vez por mês, durante um período de três semanas Após esse período, as usuárias devem remover o anel e sem usá-lo uma durante uma semana, durante a qual geralmente ocorre a menstruação. Como acontece com todos métodos hormonais, esse período de pausa não põe a garota em situação de risco para gravidez. Se ela usou continuamente o anel durante as três semanas, o efeito dos hormônios permanece durante o período de pausa.

Como utilizar o método?

O anel flexível deve ser inserido na vagina e mantido no lugar por 3 semanas. Depois disso, é retirado. Após os sete dias de recesso, em que ocorre a menstruação, um novo anel deve ser colocado para o início de um novo ciclo. Na primeira vez em que a garota usa o anel, ele deve ser introduzido entre o 1o e o 5o dia da menstruação. Aconselha-se também utilizar um método de barreira (camisinhas), durante os primeiros sete dias, para garantir a contracepção.

Como colocar o anel?

O anel foi projetado para ser colocado e retirado, com facilidade, pela própria mulher, que deve escolher uma posição confortável: deitada, agachada ou em pé com uma perna elevada. Deve-se segurar o anel entre o polegar e dedo médio e pressionar os lados do anel até que se juntem. Depois de inserido, o anel deve ser empurrado pela vagina até a mulher perceber que ficou colocado de modo confortável. Não é preciso se preocupar com o fato de ele estar ou não bem encaixado, pois o método não exige uma posição exata para ter perfeito funcionamento. O que importa é que se aloje de modo confortável, afinal deverá permanecer no lugar, sem ser retirado, por três semanas.

Como retirar o anel flexível

Para retirar o anel, é muito fácil. Basta introduzir o dedo indicador na vagina e enganchá-lo, ou então segurar o anel entre os dedos indicador e médio, puxando-o para fora.

As vantagens do contraceptivo vaginal

• É discreto.

• Pode ser colocado pela própria usuária.

• Seu uso não está associado à relação sexual, permitindo maior espontaneidade.

• A colocação é feita uma vez ao mês.

As desvantagens do contraceptivo vaginal

• Apresenta as mesmas contraindicações dos demais métodos hormonais: não deve ser usado por mulheres com pressão muito alta, que já tiveram trombose, infarto e câncer de mama e por fumantes com mais de 35 anos.

• Não previne as doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a AIDS.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: anel vaginal

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Métodos contraceptivos para as/os adolescentes

Não é milagre! A gravidez faz parte da natureza humana. Depois da primeira ovulação, qualquer garota corre o risco de engravidar numa relação sexual, ou num “namoro” mais íntimo em que o garoto ejacule próximo à entrada da vagina, se ela estiver no período fértil. Mas ninguém deve e nem precisa correr este risco na adolescência! Afinal, essa é uma fase de descobertas, brincadeiras, festas, mas também de um grande desenvolvimento escolar e de preparação para realizar o sonho profissional. Portanto, nesse momento não cabem a maternidade e a paternidade!

Neste artigo, vamos conversar um pouco sobre métodos contraceptivos que podem ajudar a lidar com a vida sexual, sem que se corra o risco de engravidar.

O método do adolescente

O método que deve estar sempre presente na vida dos adolescentes, principalmente na dos garotos, é o preservativo. Ele é único método que dá, ao menino, autonomia e controle para decidir quando ter um filho. Além disso, ainda protege o casal das DST/Aids.

A camisinha, quando bem colocada, dificilmente rompe, mas acidentes podem acontecer. Quando um casal tem vida sexual ativa e ter um filho está completamente fora de seus planos, é aconselhável utilizar um outro método contraceptivo associado à camisinha. Portanto, é importante que a menina também faça a sua parte na prevenção da gravidez. Existem vários métodos possíveis, desde a tabelinha até métodos hormonais ultramodernos. Considero a tabelinha importante para a garota conhecer o funcionamento de seu corpo, mas é um dos métodos que mais falha.

Os métodos contraceptivos mais eficazes e que também são adequados na adolescência são os hormonais. A sua eficácia é muito alta, em torno de 99,9 a 100%, de fácil utilização e reversível no momento em que for interrompido. A dobradinha método hormonal e camisinha pode ser a melhor forma de um casal cuidar de sua proteção às DST/Aids e à gravidez na adolescência.

Métodos hormonais

A principal função contraceptiva dos métodos hormonais é impedir a ovulação. Desta forma, enquanto a garota usar algum método hormonal, não há óvulo nas trompas para os espermatozoides fecundarem.

Existem vários tipos de métodos hormonais, mas a escolha de qualquer um deles precisa do acompanhamento de um médico ginecologista. Para conhecimento de vocês, segue abaixo uma tabela com os métodos hormonais e formas de utilização.

Pílula

Ingestão de um comprimido por dia, todos os dias, até finalizar uma cartela. Quando iniciar a ingestão e o período de pausa entre as cartelas, dependerá do tipo de pílula recomendada pelo médico.

Injetável

Consiste em tomar uma injeção muscular uma vez a cada 3 meses, ou 8 semanas, de acordo com a indicação médica.

Adesivo Transdérmico

O adesivo, que contém hormônios, deverá ser colado na pele, em qualquer local do corpo, menos nos seios ou próximo a eles. É trocado semanalmente e necessita de pausa de uma semana após três semanas de uso.

Anel Vaginal

É um anel plástico, flexível que é encaixado no colo do útero, de onde libera uma pequena dose de hormônio. A colocação é caseira e o anel deverá permanecer no local por 21 dias. Após esse período, deve-se fazer uma pausa de 7 dias e um novo anel será utilizado.

Implante

O implante é inserido debaixo da pele, na região do braço, por um médico. Durante três anos, vai liberar diariamente na corrente sanguínea as doses necessárias de hormônios para evitar a gravidez.

DIU Hormonal

É um pequeno cilindro com hormônios que, ao ser colocado no útero, passa a liberar hormônios, gradativamente. A colocação é feita em consultório médico. A durabilidade deste método é de 5 anos e, durante o seu uso, a garota não menstrua.

Aposte nessa parceria: a camisinha como método de prevenção à gravidez e às DST/Aids e o método hormonal como um reforço contraceptivo. Maturidade sexual significa também ser responsável pelo seu corpo e o do parceiro.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: camisinha,pílula anticoncepcional,adesivo anticoncepcional,injetável,anel vaginal,implante,diu hormonal

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