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Um intervalo para se recuperar!

 

O desempenho sexual sempre foi uma das grandes preocupações do homem de todas as idades. Eles se preocupam com o tamanho do pênis, com o tempo de relação sexual, com o prazer que proporcionarão à parceira – e com o número de relações sexuais que conseguem ter em um mesmo dia.

É comum observarmos, em rodinhas composta por homens, conversas e histórias sobre quantas vezes um ou outro conseguiu transar no mesmo dia, ou sem interrupção. “Dei cinco ontem”, diz um. “Dei três sem sair de cima”, diz o outro. E começa a competição, comum em qualquer idade, do desempenho sexual. Além da competição, essa conversa proporciona também insegurança, vergonha e constrangimento naqueles que não conseguem transar mais de uma vez no mesmo dia. Ficam se sentindo inferiores e, por muitas vezes, impotentes..

A verdade, no entanto, é que o número de relações sexuais que uma pessoa consegue no mesmo dia não é importante. A qualidade destas relações, que elas sejam prazerosas e satisfatórias para o casal – isso sim é fundamental. Por isso, ao invés de “dar três”, é melhor dar uma só, que valha por três.

Além disso, ainda existe um fenômeno, natural no homem, que muitas vezes é confundido com fraqueza ou até mesmo com disfunção erétil (impotência). É o período refratário – uma fase da resposta sexual que todo homem tem, mas que incomoda alguns. O período refratário consiste em uma certa quantidade de tempo, logo após a ejaculação, que o corpo necessita para voltar ao estado normal, depois de todas as alterações necessárias que preparam o homem para uma relação sexual. Durante esse período, a ereção diminui, e o homem não responde mais a estímulos eróticos - mesmo que ele tente, não irá conseguir outra ereção.

Isso é absolutamente normal, todo homem tem, e a quantidade de tempo varia de pessoa para pessoa, e de acordo com outros fatores: idade, cansaço, disposição para o sexo, qualidade do estímulo sexual. Quando se é jovem, por exemplo, é possível ter duas relações seguidas – o que não significa que ele não tenha período refratário. No homem mais novo, além desse período ser naturalmente menor, o estímulo erótico costuma ser maior. Assim, o pênis começa a perder a ereção, mas o estímulo é tão forte, que a ereção é recuperada ainda durante a relação sexual, possibilitando duas relações seguidas – o que não significa que a vida sexual deste jovem seja mais prazerosa, ou que ele seja mais forte e mais viril do que qualquer outro homem.

No homem adulto, o tempo do período refratário pode variar de 15 minutos a 2 ou mais horas. Na terceira idade, esse período tende a aumentar, e muito, podendo chegar a até mais de um dia.

Perder a ereção após ejacular, não conseguir ter duas relações sexuais no mesmo dia, ou duas relações seguidas, não significa, portanto, impotência, fraqueza, ou fracasso. Significa que o seu corpo está se recuperando e precisa desse tempo para voltar ao normal, após a exaustiva – e prazerosa! – relação sexual.

Tags: pênis,período refratário,ereção

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O pênis tem suas razões... que tal conhecê-las?

Sou um jovem de 17 anos e estou intrigado: fico com o pênis ereto com muita facilidade... no metrô, no ônibus, na sala de aula... Houve até uma vez em que ocorreu na sala dos professores, quando fui chamado para tomar uma advertência. Não sei o que faço...Isso é constrangedor.

 

Esta situação verídica, relatada por um adolescente ao serviço de orientação sexual à distância, retrata a imagem que se tem da sexualidade dos jovens. A ereção instantânea é uma característica da adolescência, devido à grande produção de hormônios e à novidade das sensações eróticas e dos interesses sexuais. Nesse momento da vida, basta a lembrança de um beijo, ou uma simples fantasia sexual para a ereção acontecer. É como se o pênis tivesse sempre alerta! Numa situação dessas, o máximo que o garoto consegue fazer é disfarçar como puder e tentar pensar em algo diferente para ereção passar. Além disso precisa ter paciência, porque o processo de retorno ao estado flácido necessita de um tempo para ocorrer. Nem sempre é tão imediato quanto a ereção.

Não conseguir controlar a ereção é uma queixa comum na adolescência. Mas nem sempre o constrangimento que os garotos têm com o comportamento do pênis é o da ereção fora de hora. Tem sido cada vez mais comum o constrangimento de jovens pela falta de ereção no momento da relação sexual.

Nem sempre o pênis responde aos estímulos sexuais

Não basta querer que o pênis fique ereto, ele não funciona assim! Não é como o andar, comer ou falar. O pênis obedece a um mecanismo mais complexo do que a simples vontade consciente de seu dono. A ereção é determinada por muitos fatores, entre eles os hormonais, neurológicos, vasculares e psíquicos. Entretanto, a interferência dos fatores psíquicos é predominante na falha de ereção dos jovens.

O ser humano principalmente no que se refere à sexualidade, criou uma série de simbolismos, normas e rituais que fazem a diferença para cada pessoa, na forma de conviver com os sentimentos, emoções e valores sexuais. Em algumas situações, aquilo que poderia ser um fator erótico pode atrapalhar a resposta sexual e impedir a ereção do pênis. Por exemplo: uma garota que leu uma série de dicas de como enlouquecer seu homem na cama, pode pensar que está "abafando" , isto é, sendo sensual, porque põe em prática alguns dos "conselhos". No entanto, uma determinada carícia pode deixar o parceiro com vergonha, ou com medo de ser rejeitado, e produzir o efeito contrário. Em vez de funcionar como um estímulo sexual, a novidade pode causar inibição no garoto, levando a perder a ereção.

Muitas vezes, a perda de ereção pode se dar diante de sentimentos como medo, insegurança, perfeccionismo, os quais geram tanta ansiedade que o jovem apresenta um comportamento de espectador de seu desempenho sexual, ou seja, na hora da transa, não há a entrega necessária para se envolver nas sensações eróticas e desfrutar delas. Resultado: por mais desejada e estimulante que seja a companheira , as carícias realizadas por ela têm uma recepção precária e o pênis não responde como poderia. É a famosa "brochada" que ocorre com alguém que se deseja muito.

Um outro sentimento que pode gerar a falta ou perda de ereção é o de rejeição ou hostilidade pela companheira. Quando se transa sem sentir desejo por alguém, numa situação popularmente chamado de "cumprir tabela", ou ainda para atender a uma cobrança do grupo, é comum o garoto não responder aos estímulos.

Quando as falhas viram um problema

O fato de apresentar perdas de ereção, uma vez ou outra, não é um problema. Faz parte da natureza humana! As falhas só se tornam um problema de saúde, a chamada disfunção erétil ou impotência, quando, por algum motivo, que pode ser imaturidade sexual ou emocional, o garoto não supera fracassos eventuais e estes passam a ser recorrentes. Nesses casos, há necessidade de uma terapia sexual para conseguir recuperar a autoconfiança no desempenho sexual.

Hoje definitivamente o sexo não é usado só para a reprodução e as mulheres estão cada vez mais cientes e reivindicadoras de sua gratificação sexual. Portanto, o garoto precisa estar preparado para lidar com esta nova mulher, que toma iniciativa; precisa também superar situações em que se torna vulnerável por causa de "acidentes", como perda de ereção, ou ereção fora de hora. Aprender a entender a garota de hoje e a lidar com situações constrangedoras faz da educação sexual dos garotos e merece sua atenção.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: pênis,ereção

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