Instituto Kaplan
 

 

Os jeitos de encantar um garoto

Um sorriso, um remexer de quadris ao andar, um balanço de cabelos, um perfume suave, um olhar penetrante, do tipo que dura uns longos dois ou três segundos, e que é seguido de um sorriso, um baixar de olhos, até m desvio do olhar... Pronto!!! Acontece o momento mágico tão sonhado - o garoto fica caidinho pela menina. Parece simples assim, mas é mais complicado. Conquistar alguém é despertar nele o encantamento, e isto nem sempre depende de situações programadas e da nossa habilidade de sedução. Para que ocorra essa magia, é preciso haver uma identificação entre o casal, que John Money chama de “mapas amorosos”. Segundo este autor, muito antes de escolhermos entre uma ou outra pessoa, já temos construído na nossa mente um mapa cheio de circuitos cerebrais que determinam o que ou quem desperta nosso interesse e nosso desejo. Seria esse “mapa” que nos levaria a nos apaixonarmos por uma pessoa e não por outra. Portanto, nem sempre o jogo de sedução funciona, não é em qualquer pessoa que a gente consegue provocar atração!

A garota preferida

O mapa amoroso que está dentro de nós funciona como um álbum de fotografias que é consultado, mentalmente, milhares de vezes ao longo da vida, sempre que surge alguém interessante a nossa volta. Um perfume pode fazer lembrar a mãe, uma expressão, recordar os traços do pai. Portanto, só quando ocorre o encontro com pessoas que possuem características parecidas com aquelas que temos registradas como significativas, é que pode acontecer a verdadeira paixão. Assim, o conceito de mulher, que o garoto tem em mente é muito mais poderoso no processo de conquista do que a sensualidade e disponibilidade sexual de uma garota. E é aí que está a complexidade! Qual é este tipo de menina que atrai, hoje, os meninos?

Antigamente, uma menina sabia como tinha que ser e o que desenvolver para preencher o modelo de mulher da época e tornar-se uma garota com potencial para conquistar um namorado. Bastava ser discreta, dengosa e prendada (saber costurar, cozinhar, cuidar de uma casa e saber lidar com crianças). Mas, hoje, a mulher não é mais, apenas, dona de casa. Aliás, ela está, cada vez mais, sendo preparada mais para sua vida profissional do que para a vida familiar. Portanto um parâmetro generalizado de menina preferida não existe mais. Além disso, os elementos que podem desencadear o sucesso profissional, como ser estudiosa, ousada, independente podem amedrontar o garoto, ou pelo menos podem não ser atraentes à primeira vista. Aparentemente só há uma certeza, o que agrada aos meninos é o apelo sexual.

De fato, a atração sexual é um motivo muito forte para despertar o interesse de um garoto. No entanto, para o psiquiatra, Vitor Dias, não é só isso que determina o relacionamento. Da mesma forma que as meninas, os meninos também sentem a atração afetiva e uma atração intelectual que podem ser tão ou mais significativas no processo de encantamento. Aprender sobre cada uma dessas modalidades pode ajudar as meninas a encontrarem o seu próprio jeito de conquistar os garotos.

Atração sexual

O foco da atração sexual está no corpo: aparência, timbre de voz, movimentos, cheiro, toque; ou seja, o corpo, como um todo, pode desencadear uma forte atração. Enfim o que atrai um garoto é um corpo que ele ache bonito e isso pode variar de acordo com o gosto de cada um. Corpo atraente não é necessariamente magro e malhado. No entanto independente do tipo físico, o corpo deve ser bem cuidado. Unhas feitas, ou pelo menos aparadas e limpas, banho tomado, e principalmente, cabelos bem lavados são fundamentais para despertar atração sexual. Além disso, cada menina deve explorar o que tem de mais belo e sedutor no seu corpo.

Atração afetiva

As meninas, mais do que os meninos, de modo geral usam a sedução afetiva como meio de encantamento. A atração afetiva existe quando o menino gosta do “jeito de ser” da menina: seus gestos, suas atitudes, sua forma de se expressar, de fazer as coisas, de se vestir, de se posicionar nas situações. Enfim seu jeito desencadeia no garoto um intenso desejo de estar com ela, bem como sentimentos de ternura, amizade e amor, que são os que as garotas mais prezam. Portanto, manter a espontaneidade, o bom humor, a autonomia e, um certo desapego em relação ao garoto podem ser o segredo de uma conquista, e não, como muitas garotas acreditam, ficar à mercê dos caprichos dele.

Atração intelectual

Atração intelectual existe quando o menino aprecia o jeito de pensar da menina: a forma de ver a vida, as expectativas, os valores morais, religiosos, a forma de se comportar na vida em relação a si, aos outros e ao mundo. Quando coincidem os jeitos de ser do menino e da menina, surge a sensação de ser compreendido, de cumplicidade diante do mundo. Portanto, ler, ir ao cinema, teatro, participar de projetos sociais são atitudes que ajudam bastante a desenvolver as próprias convicções sobre temas significativos.

Meninas: invistam em vocês! Seu jeito será sempre capaz de encantar um garoto que busca alguém como você.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: ficar,sedução,namoro

comentários.

O amor e seus estágios

Na escola, no clube, numa festa, quando menos se espera, acontece o momento mágico em que homem e mulher sentem-se atraídos um pelo outro. A linguagem dos olhos é a que primeiro sinaliza esse encantamento. Uma troca de olhar intencional, por uns longos dois ou três segundos, depois um sorriso e aquele que está fixando o olhar, baixa os olhos e desvia o rosto. Sinal de interesse extremo! Ainda não é amor, mas, a partir desse momento, pode nascer esse sentimento tão desejado.
Primeiro estágio: a paixão

Uma música, um sorriso, o som da voz, o jeito de andar, dançar, o perfume, uma brincadeira inteligente... E pronto!!! O cérebro é invadido por uma onda gigantesca de excitação. A mais leve percepção do ser amado desperta um turbilhão nos apaixonados. Independente de idade, etnia, ou condição socioeconômica, todos experimentam o mesmo estado confuso de expectativa, esperança, agonia e plenitude.

1º Estágio – a Paixão

A paixão é euforia, agonia e tormento. De repente nos pegamos sonhando acordados durante uma aula importante, esquecemos as coisas, perdemos a noção de espaço e tempo, o que nos faz, por exemplo, ficar horas ao lado do telefone esperando ansiosamente que ele toque.

Tudo isso estimula a produção de substâncias em nosso organismo, chamadas "neuraminas", que geram uma energia muito parecida com a das anfetaminas. Tais estimulantes penetram nos centros emocionais do cérebro, por isso os apaixonados podem passar a noite inteira em claro e, na manhã seguinte, ter disposição para começar cedo suas atividades. As neuraminas também são responsáveis pelo otimismo e a expressão cheia de vida, características de quem vive uma paixão.

Não é qualquer pessoa que provoca esse tipo de atração e consegue despertar as neuraminas. Para que ocorra essa "faísca", é preciso haver uma identificação, o que John Money chama de “mapa amoroso”, que funciona dentro de nós como um álbum de fotografias, de modelos de pessoas, que será consultado milhares de vezes ao longo da vida. Um perfume pode fazer lembrar a mãe, uma expressão, recordar os traços do pai. É o "mapa amoroso" que determina, sem a gente saber, a pessoa que é capaz de provocar em nós a paixão.

Mas tal estado não dura para sempre! Com o tempo, o cérebro não consegue mais suportar esta contínua exaltação. As terminações nervosas ficam esgotadas e o êxtase desaparece. Daí a paixão vai diminuindo. Certas pessoas conseguem mantê-la acesa por algumas semanas ou meses. Na adolescência, por exemplo, é comum a paixão durar apenas uma semana. Outras pessoas conseguem sustentá-la por vários anos, principalmente à distância, ou quando se trata de um amor impossível. A maioria dos parceiros, entretanto, que se vêem regularmente sente a euforia da atração durante, no máximo, dois a três anos.

Segundo estágio: o afeto

Quando a paixão diminui, a mente pode ser invadida pelo sentimento muito desejado no relacionamento: o afeto. Segundo o Psiquiatra Vitor Dias, este sentimento é definido como uma sensação de satisfação por ter o outro como companheiro. É quando os amantes passeiam juntos de mãos dadas, dão risadas num cinema, dançam, conversam, sentem-se felizes por estarem um com o outro. O mundo é uma maravilha e qualquer lugar, desde que estejam juntos - um paraíso!

Felizes para sempre?

Nem todos os encontros amorosos terminam como os contos de fadas: "... e eles foram felizes para sempre!" O relacionamento amoroso passa, necessariamente, por uma fase de decepção, frustração, de acordo com o Dr. Vitor. Quando a convivência fica mais intensa, as pessoas começam a ter uma visão mais realista de seu par. Este é o momento no qual a garota descobre que "seu príncipe" não é só romântico, poeta, engraçado e compreensivo: ele fica de mau humor, transpira, é irônico, e muitas vezes intolerante... O garoto descobre que “sua princesa” não é a imagem e semelhança da musa que lhe inspirou os versos, mas uma menina comum: vaidosa, ciumenta, cheia de altos e baixos... Enfim, neste momento do desencantamento, aflora o fato de que a Bela pode virar Fera de uma hora para outra. É a percepção do óbvio: o ser amado, como todo mundo, não passa de uma pessoa com virtudes, mas também com defeitos. É neste momento que as juras de amor caem por terra e se instalam a decepção e a frustração. Mas não significa, necessariamente, que é o final da relação. Na verdade, este pode ser o início da relação amorosa. Tudo vai depender da maturidade e do respeito entre casal para superar a turbulência e, respeitando os valores do outro, conhecer o que talvez seja o verdadeiro significado do amor.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: amor,paixão,namoro,ficar

comentários.

O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.