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Ida ao ginecologista - como rola a consulta médica.

A mulher é um ser muito complexo, cheio de detalhes no seu "funcionamento". Uma garota, num único mês, produz diferentes tipos de hormônios que interferem no seu desenvolvimento físico, alteram o seu humor e suas atitudes. Além disso, passa por uma série de desconfortos como, por exemplo, as cólicas menstruais, e sofre com as incertezas acerca de sua normalidade, principalmente em relação à secreção vaginal e à menstruação. Por isso, diferente do que muitas mães e adolescentes pensam, a primeira consulta com o ginecologista não precisa acontecer só quando se começa a transar. A primeira consulta é indicada a partir do momento em que a garota entrou na puberdade, a fim de avaliar se o crescimento e desenvolvimento estão ocorrendo no ritmo esperado e também para esclarecer as dúvidas a respeito desse momento.

Quando uma garota percebe que está cada vez mais difícil evitar a primeira relação sexual, ou, quando ela já está transando, a consulta com o ginecologista torna-se imprescindível para o controle das DST/Aids e indicação do método contraceptivo a ser utilizado. Uma garota é diferente da outra e, portanto, o método adequado para uma pode não ser para a outra. A visita ao ginecologista deve acontecer sempre que se percebe algum problema nos seios e genitais, ou a cada seis meses, para exames de rotina, como o de Papanicolau, que previne o câncer de colo de útero, o exame de mamas, além de outros que o médico julgar convenientes.

A consulta

A consulta tem uma duração de aproximadamente 30 minutos e é dividida em três etapas. Na primeira, o médico procura conhecer a sua cliente, conversa um pouco sobre o que levou a adolescente a procurá-lo, faz perguntas sobre as condições de saúde e pede informações sobre o ciclo menstrual. É muito importante que, nesse momento, a garota conte tudo que está sentindo, ou esclareça todas as dúvidas. A dica é fazer uma lista das curiosidades sobre seu corpo, antes de ir para a consulta.

Na segunda etapa, o médico vai fazer um exame ginecológico e das mamas. Isto acontece numa cama especial, com apoio para as pernas – que precisam ficar abertas para que o médico possa visualizar a vagina. Para isto é necessário que, antes, a garota vá ao banheiro, tire a roupa, inclusive a calcinha e sutiã e vista um avental. Este é o momento mais temido pelas meninas. Primeiro, por causa da vergonha de expor os genitais; segundo, por causa medo do que vai acontecer no exame. Existem procedimentos diferentes para a garota que já teve relação sexual e para aquela que nunca teve.

Se a menina já transou e, portanto, teve o hímen rompido, o médico vai poder fazer o exame de toque (introduz o dedo na vagina e apalpa o abdômen) e usar um instrumento chamado espéculo para visualizar o colo do útero. Estes exames podem causar um certo desconforto, principalmente se a garota ficar muito tensa. Mas não é preciso entrar em pânico!! Não é nada que, relaxando, não se consiga suportar bem. Tal exame é importante para avaliar as condições do útero e ovários, se há alguma infecção, ferida, ou algum outro sinal que precise de cuidado médico. Nesse momento é colhido o material para o exame Papanicolau, que, para o alívio de todas as mulheres, é completamente indolor.

Já o exame nas garotas que ainda não tiveram relações sexuais é diferente. Na maioria das vezes, o médico examina a paciente por meio da apalpação de abdômen e das mamas, sem o uso do espéculo, ou, quando necessário, usa um pequeno, que possa passar pelo orifício do hímen sem rompê-lo. Mas não é preciso ter medo, pois, na primeira vez em que uma menina vai ao ginecologista, nem sempre, a consulta se realiza por completo. O médico deve respeitar o momento de cada menina. Se perceber que a tensão é muita, ele pode deixar os exames para um outra vez.

No final da consulta, depois que a garota se vestiu, o ginecologista explica o que conseguiu perceber pelo exame local e pede exames complementares, ou receita algum remédio, se for necessário.

Hora da verdade

Apesar dos medos e dificuldades, a ida ao ginecologista pode ser um bom momento para mãe e filha iniciarem um diálogo franco sobre sexualidade. Enfrentar a realidade e lidar com a sexualidade de uma filha ainda não é uma situação confortável ou fácil para a maioria das mães. Mas as pesquisas mostram que meninas que conversam com suas mães têm menos chance de contrair uma DST/Aids e/ou uma gravidez não planejada. Acredito que nenhuma dificuldade neste sentido pode ser maior do que a dor do sofrimento, de ver nossas meninas convivendo com estas situações.

Meninas, cuidem do corpo! Ir ao ginecologista é um direito e um dever de todas as jovens, além de ser uma conduta indispensável para um sexo gostoso e saudável.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: ginecologista

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