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Your Love - Your life: um guia prático para adolescentes

O guia Your love. Your life é uma ação mundial da Durex e contou com a revisão do Instituto Kaplan para oferecer a você mais informações sobre sexo e relacionamentos.

Você também pode baixar a cartilha completa clicando aqui.

Tags: sexo,primeira vez,métodos contraceptivos,gravidez,camisinha,dst

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Nem toda relação sexual engravida!

Sexo é uma necessidade de todo mundo. Da mesma forma que precisamos comer, dormir, beber, nós também praticamos o sexo. Esta é uma necessidade vital dos seres humanos e de todos os animais que possuem a reprodução sexuada. Embora o indivíduo não morra se não fizer sexo, se os serem humanos deixassem de ter relações sexuais, a espécie humana morreria.

Tecnicamente, para haver uma gravidez, são necessárias duas coisas: o óvulo e o espermatozoide. O óvulo é uma espécie de semente que é produzida no corpo da mulher e o espermatozoide no corpo do homem. Para que ambos se encontrem, naturalmente, e se gere um bebê, é necessário que haja uma relação sexual. No entanto, nem toda relação sexual engravida e nem sempre é preciso ter uma relação sexual completa para proporcionar este encontro e a gravidez acontecer. Compliquei?! Vou esclarecer.

A gravidez pode ocorrer sem a penetração

Os espermatozoides estão contidos num líquido chamado sêmen que o homem produz nos testículos; tal líquido é bombeado para fora toda vez que ele tem uma ejaculação. Para haver uma ejaculação, em geral o homem precisa de um estímulo sexual intenso que, muitas vezes, ocorre durante a relação sexual, quando o homem penetra a vagina da mulher. No entanto, não é só durante esse momento que ele consegue receber um estímulo sexual capaz de fazê-lo ejacular. Quando, por exemplo, a garota masturba seu namorado, ou o casal troca carícias muito intensas (o chamado "malho") pode se elevar a excitação de ambos, tornando a vagina da menina bastante lubrificada (molhada) e levando o menino a ejacular. Se o sêmen se misturar com a secreção vaginal, o casal corre o risco de ficar "grávido", sem haver penetração.

Para haver o encontro do espermatozoide com óvulo, é necessário que o sêmen seja depositados dentro ou próximo da vagina, de tal forma que os espermatozoides entrem em contato com a secreção vaginal. Essa secreção é o condutor dos espermatozoides até o óvulo. Os espermatozoides sozinhos não conseguem escalar o canal vaginal, útero e chegar às tubas uterinas. Eles precisam de uma espécie de carona da secreção vaginal para que isto ocorra. Por sua vez, se este contato não acontecer de forma direta e imediata, os espermatozoides logo perdem sua motilidade (capacidade de locomoção) e, mesmo que entrem em contato com a secreção vaginal, não conseguem mais fazer tal percurso. Existem três exemplos que são corriqueiros, nos quais o espermatozoide perde sua motilidade: depois de um tempo da ejaculação, quando o sêmen já tenha secado, quando o garoto ejacula na cueca e esta encosta depois na região da vagina, e por fim, quando ele ejacula e a garota está de calcinha sem abertura.

Nem toda relação sexual engravida

As meninas produzem os óvulos dentro de dois pequenos órgãos que se chamam ovários e que ficam localizados um de cada lado, próximos às tubas uterinas. Ao nascerem, elas já contêm todos os óvulos que irão eliminar durante sua vida (por volta de 25.000). Eles ficam lá, imaturos dentro dos ovários, e, só quando ocorre a primeira menstruação, a menarca, é que se sabe que os óvulos começaram a amadurecer. Em geral, uma mulher produz um óvulo por mês, alternando os ovários, isto é, um ovário a cada mês.

A maturação do óvulo acontece devido aos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, que agem logo após a menstruação e levam vários óvulos a entrarem no processo de maturação. Mas apenas um consegue chegar até o final, a ovulação. Quando há a ovulação, os demais param o processo, morrem e são absorvidos pelo organismo. O óvulo que se desprendeu do ovário inicia uma viagem até a tuba uterina e lá permanece vivo por apenas 24 horas, aproximadamente.

Como vocês podem observar, é durante apenas 24 horas que a mulher fica fértil num mês. Por isso que nem toda relação sexual engravida. Mas o problema é a gente descobrir quais são exatamente estas 24 horas férteis? Isto é praticamente impossível! O que a gente consegue é prever um período de alguns dias, durante os quais a mulher tem maior probabilidade de ter ovulado. É o chamado período fértil.

Cálculo do período fértil

O período fértil são os dias mais prováveis de acontecer a ovulação (liberação do óvulo). Nestes dias, se uma garota tiver uma relação sexual, pode ficar grávida. Para identificar este período, é preciso saber que, 14 dias depois da ovulação, ocorre a menstruação, assim, para saber o período fértil, há um procedimento a ser praticado durante pelo menos 3 meses; além disso, há um cálculo a realizar.

Em primeiro lugar, é preciso anotar a data do início e do término da menstruação. A seguir, deve-se contar o número de dias do primeiro da menstruação até a véspera do início da menstruação seguinte: este é o ciclo menstrual. Para se ter certeza, é preciso repetir o processo por, pelo menos, três meses.

Como a ovulação ocorre 14 dias antes da menstruação, o cálculo é feito da seguinte forma:

Para saber o início deste período, subtrair 17 do número de dias do ciclo mais curto, e 11 do mais longo para saber quando termina.
Ex: Ciclo mais curto:26 dias (26-17 = 9 ); ciclo mais longo: 32 dias (32-11 = 21).
O período fértil será do nono ao vigésimo primeiro dia do próximo ciclo menstrual.

O conhecimento e a consciência de que é por meio de uma relação sexual que se engravida naturalmente nem sempre existiu. Houve época em que não se entendia o processo da concepção... Mas já faz muito tempo!

Portanto, meninos e meninas não ajam como os homens da Pré-história que acreditavam que a gravidez simplesmente acontecia por uma magia da mulher. Hoje, com tudo que a ciência já nos proporcionou, podemos desfrutar dos prazeres do sexo e só engravidar no momento que a gravidez pode ser bem-vinda.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: gravidez,período fértil

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Entre beijos e carícias, fica difícil interromper

É um beijo aqui, um cheiro lá, uma palavra no ouvido e tudo começa a esquentar. Logo ele pensa: "Não tenho a camisinha, vou ter que ejacular fora". Ao mesmo tempo ela pensa: "E se ele não tiver camisinha?! Não posso deixá-lo ejacular dentro. Não quero ficar grávida". Essa é uma entre muitas situações, em que o casal utiliza um método contraceptivo natural, na tentativa de evitar uma gravidez.

Um deles é o famoso coito interrompido! Já se ouviu falar muito nele. Ele é talvez o método contraceptivo mais antigo de que a gente tem notícias. Para vocês terem uma idéia, o Velho Testamento já fazia menção a ele e na Idade Média (período no qual só se podia fazer sexo com a intenção de procriar), as pessoas que o praticavam e eram descobertas eram castigadas com a morte na fogueira...

A prática do coito interrompido

Coito significa relação sexual. Coito interrompido é a prática de retirar o pênis da vagina momentos antes da ejaculação, para evitar a gravidez. É uma prática muito utilizada por jovens e adultos, não apenas por falta de informação ou crença de que a gravidez não irá acontecer, mas por praticidade. Para utilizá-lo, não é necessário ir ao médico e pegar uma receita; não necessita um planejamento, e pode ser utilizado a qualquer momento; além de tudo não tem custo.

O coito interrompido é considerado um método contraceptivo, porque, para ocorrer a gravidez, é necessário que a ejaculação aconteça dentro ou próxima à entrada da vagina. Ou seja: os espermatozoides devem ser lançados num local que possibilite o contato dele com a secreção vaginal, porque esta é que vai conduzi-lo até as tubas uterinas. Logo, se a ejaculação não for dentro da vagina ou na entrada da vagina, a gravidez não irá ocorrer. Este método parece ser uma maravilha, quando não se levam em consideração algumas questões.

Nem sempre os espermatozoides são eliminados somente na ejaculação. Alguns espermatozoides podem sair do pênis junto com o líquido transparente que o homem produz durante a excitação sexual. Este líquido tem o objetivo de reduzir a acidez deixada pela urina no canal por onde o esperma passará, para que os espermatozoides possam sobreviver (lembre-se que no homem, a uretra serve tanto para a passagem do esperma quanto da urina).

O defeito irremediável

O maior problema do coito interrompido, porém, é o controle da capacidade de ejacular, isto é, retirar o pênis da vagina no momento exato, justamente quando a excitação e prazer são maiores. Isso é muito difícil e exige muita disciplina! Lídia Aratangy tem uma explicação no seu livro "O sexo é um sucesso", que exemplifica bem este defeito do método: "é como explicar para alguém que deve virar à direita na primeira rua antes do viaduto. A pessoa só vai se dar conta de onde era a tal rua quando chegar ao viaduto e a rua ficar para trás..." A diferença é que a ejaculação não tem volta. Por causa disso, é possível que alguns espermatozoides sejam expelidos segundos antes da retirada completa do pênis, correndo-se risco de gravidez.

O melhor é não arriscar. Para praticar tal método com uma certa eficácia é preciso ter absoluto controle da ejaculação.

Um outro defeito da prática do coito interrompido é que ela não evita o contágio de doenças sexualmente transmissíveis. O contato do pênis com a parede da vagina é o suficiente para a transmissão de uma série de DST, inclusive a AIDS, mesmo que não haja ejaculação, pois, quando o homem estiver infectado, o líquido pré-ejaculatório pode conter o HIV. Além disso, durante a relação sexual, podem ocorrer microscópicas lesões, que são possibilidades de contágio.

E... Os "defeitos" deste método não param por aí! A preocupação do controle ejaculatório, a tensão de estar correndo risco de enfrentar uma gravidez e a sensação de ter a ejaculação e/ou orgasmo interrompidos durante o ato sexual, além de causar uma frustração sexual no casal, em alguns casos, pode levar a problemas futuros de disfunção erétil e/ou ejaculatória.

Tudo isto nos mostra que as aparências enganam. O que parecia ser um método prático e fantástico, na realidade, se torna muito "complicado", quando a ação para evitar a gravidez é interromper uma sensação de prazer. Portanto, o coito interrompido é uma prática arriscada, quando não se quer, pode ou deve ter um filho. Nosso corpo não leva em consideração se temos condições para sustentar uma criança, se não desejamos a gravidez, ou mesmo se cremos que isso não acontecerá. A função sexual para o nosso corpo é a procriação, ele irá fazer de tudo para que ocorra a gravidez. Cabe a você, que é o dono dele, impedir que isso aconteça.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: coito interrompido,ejaculação,gravidez,DST

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Mesmo sem ter ejaculado dentro?

"Gostaria de saber se e possivel uma mulher engravidar ao fazer sexo sem preservativo mesmo se o homem não gozou, não teve orgasmo, na verdade esteve muito longe de atingir..."

Assunto de muitas dúvidas, o famoso coito interrompido vive sendo tema das perguntas que nos fazem - se existe risco da gravidez quando o cara penetra a garota sem camisinha e tira o pênis sem ter ejaculado dentro dela.O coito interrompido é uma das alternativas (nada segura!) de evitar uma gravidez não planejada quando estão sem camisinha. Problema na certa pois, além do pensado risco de gravidez, existe o risco de pegar uma DST.

Risco de gravidez, por quê?

Antes da ejaculação, o menino libera um líquido chamado de pré-ejaculatório - transparente - que tem duas funções: limpar o canal da uretra e lubrificar o pênis durante a relação sexual. Recentes pesquisas confirmaram que na composição do líquido pré-ejaculatório não há espermatozóides.

MAS o perigo está na seguinte situação: o líquido pré ejaculatório pode carregar os espermatozóides retidos no canal da uretra - se o garoto ejaculou, não urinou e se excitou em seguida. Desse jeito há risco sim de gravidez!

Risco de DST, por quê?

Para algumas DST como o HPV, dependendo da região que está infectada, basta o contato direto com o genital do parceiro/da parceira é o suficiente para você pegar :(

 

Mais outra dúvida sobre o coito interrompido...

"Eu e meu namorado estavamos sarrando o penis dele começou a penetrar minha vagina e estavamos sem camisinha e ele soltou aquele liquido transparente e eu estava no meu periodo fertil corro risco de engravidar?"

Risco de gravidez, por quê?

Bom, logo de cara transar no período fértil sem camisinha ou sem usar um outro método contraceptivo (pílula, adesivo, implante) é risco de gravidez na certa! Do mês inteirinho, vc escolhe abrir mão da camisinha bem no dia que tudo está preparado para que um espermatozóide chegue no óvulo que está lá nas tubas uterinas esperando para ser fecundado!

Então não vacile no período fértil, se for para ter uma brincadeira sexual que tal a masturbação com um gel lubrificante (desde que o menino não se masturbe e depois leve a mão molhada de sêmen ou líquido pré ejaculatório na vulva da menina - vale usar outros lubrificantes para essa brincadeira)!

Daí mais uma coisinha nessa dúvida: na composição do líquido pré ejaculatório não há espermatozóide MAS como ele passa pela URETRA onde o sêmen também passa, para garantir que o líquido pré ejaculatório não carregou nenhum espermatozóide que ficou no caminho da uretra o garoto tem que ter URINADO antes.

E se você quiser tirar uma dúvida específica pode adicionar sosex.kaplan no seu Skype e perguntar para o educador de plantão, ou mande seu email pelo nosso site

Tags: coito interrompido,ejaculação,gravidez,DST

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Posso menstruar estando grávida?

Não é uma dúvida incomum entre as garotas se existe essa possibilidade, da menstruação acontecer mesmo estando grávida. A resposta é NÃO, não dá para menstruar estando grávida - a menstruação é a descamação da parte interna do endométrio que se forma para receber o óvulo fecundado e só descama se ele não grudar lá!

Se lá o ovo (óvulo+espermatozoide) grudar - o que chamamos de nidação, a gestação está iniciada e não há descamação.

MAS, o que acontece então quando sua amiga descobre depois do terceiro mês que está grávida e jura que menstruou nos últimos meses?

Acontece que ela NÃO menstruou e sim teve um SANGRAMENTO diferente do menstrual em intensidade (menor), tempo (1 a 2 dias) e coloração (amarronzado). É muito comum que elas não percebam essas características diferentes e erroneamente consideram como menstruação.

Outras ficam tão encanadas com essa possibilidade de confundir o sangramento por acomodação do feto com a menstruação depois de uma relação sexual desprotegida que acabam interferindo no ciclo menstrual (em geral acontecendo o atraso por fatores emocionais) e a preocupação aumenta!

Então fica a dica, se depois de uma relação de risco sua menstruação veio de maneira habitual - fluxo, intensidade, período e coloração - acredite, você não está grávida :)

E existem métodos de prevenção eficazes que você pode usar e não ficar grávida e essa encanação nem passar pela sua cabeça né?

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Tags: menstruação,gravidez

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O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.