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Métodos contraceptivos para as/os adolescentes

Não é milagre! A gravidez faz parte da natureza humana. Depois da primeira ovulação, qualquer garota corre o risco de engravidar numa relação sexual, ou num “namoro” mais íntimo em que o garoto ejacule próximo à entrada da vagina, se ela estiver no período fértil. Mas ninguém deve e nem precisa correr este risco na adolescência! Afinal, essa é uma fase de descobertas, brincadeiras, festas, mas também de um grande desenvolvimento escolar e de preparação para realizar o sonho profissional. Portanto, nesse momento não cabem a maternidade e a paternidade!

Neste artigo, vamos conversar um pouco sobre métodos contraceptivos que podem ajudar a lidar com a vida sexual, sem que se corra o risco de engravidar.

O método do adolescente

O método que deve estar sempre presente na vida dos adolescentes, principalmente na dos garotos, é o preservativo. Ele é único método que dá, ao menino, autonomia e controle para decidir quando ter um filho. Além disso, ainda protege o casal das DST/Aids.

A camisinha, quando bem colocada, dificilmente rompe, mas acidentes podem acontecer. Quando um casal tem vida sexual ativa e ter um filho está completamente fora de seus planos, é aconselhável utilizar um outro método contraceptivo associado à camisinha. Portanto, é importante que a menina também faça a sua parte na prevenção da gravidez. Existem vários métodos possíveis, desde a tabelinha até métodos hormonais ultramodernos. Considero a tabelinha importante para a garota conhecer o funcionamento de seu corpo, mas é um dos métodos que mais falha.

Os métodos contraceptivos mais eficazes e que também são adequados na adolescência são os hormonais. A sua eficácia é muito alta, em torno de 99,9 a 100%, de fácil utilização e reversível no momento em que for interrompido. A dobradinha método hormonal e camisinha pode ser a melhor forma de um casal cuidar de sua proteção às DST/Aids e à gravidez na adolescência.

Métodos hormonais

A principal função contraceptiva dos métodos hormonais é impedir a ovulação. Desta forma, enquanto a garota usar algum método hormonal, não há óvulo nas trompas para os espermatozoides fecundarem.

Existem vários tipos de métodos hormonais, mas a escolha de qualquer um deles precisa do acompanhamento de um médico ginecologista. Para conhecimento de vocês, segue abaixo uma tabela com os métodos hormonais e formas de utilização.

Pílula

Ingestão de um comprimido por dia, todos os dias, até finalizar uma cartela. Quando iniciar a ingestão e o período de pausa entre as cartelas, dependerá do tipo de pílula recomendada pelo médico.

Injetável

Consiste em tomar uma injeção muscular uma vez a cada 3 meses, ou 8 semanas, de acordo com a indicação médica.

Adesivo Transdérmico

O adesivo, que contém hormônios, deverá ser colado na pele, em qualquer local do corpo, menos nos seios ou próximo a eles. É trocado semanalmente e necessita de pausa de uma semana após três semanas de uso.

Anel Vaginal

É um anel plástico, flexível que é encaixado no colo do útero, de onde libera uma pequena dose de hormônio. A colocação é caseira e o anel deverá permanecer no local por 21 dias. Após esse período, deve-se fazer uma pausa de 7 dias e um novo anel será utilizado.

Implante

O implante é inserido debaixo da pele, na região do braço, por um médico. Durante três anos, vai liberar diariamente na corrente sanguínea as doses necessárias de hormônios para evitar a gravidez.

DIU Hormonal

É um pequeno cilindro com hormônios que, ao ser colocado no útero, passa a liberar hormônios, gradativamente. A colocação é feita em consultório médico. A durabilidade deste método é de 5 anos e, durante o seu uso, a garota não menstrua.

Aposte nessa parceria: a camisinha como método de prevenção à gravidez e às DST/Aids e o método hormonal como um reforço contraceptivo. Maturidade sexual significa também ser responsável pelo seu corpo e o do parceiro.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: camisinha,pílula anticoncepcional,adesivo anticoncepcional,injetável,anel vaginal,implante,diu hormonal

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