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Falando de fimose

“Nunca tive uma relação sexual. Eu não fiz a cirurgia de fimose e gostaria de saber se é normal a glande ser tão sensível.  Será que, quando eu tiver minha 1a. relação, vai doer?

E, quem tem a trava no pênis, o cabresto, machuca na hora H? Esta pele acaba se rompendo?“

A primeira vez ainda é motivo de preocupação também para os meninos, atormentados pela incerteza do desempenho sexual quando se deparam com os problemas de fimose e freio curto. Vamos entender o pênis e suas estruturas e o que se pode fazer para evitar contratempo na hora H.

O pênis é formado pelo corpo e a glande. O corpo possui dois tipos de tecidos: o esponjoso e o cavernoso. O primeiro tem a propriedade de absorver o sangue a mais que passa a circular neste órgão durante o estímulo sexual, aumentando o pênis de tamanho (ereção). Já o tecido cavernoso é cheio de uma espécie de buracos (cavernas) que servem para prender o sangue dentro do pênis, dando a ele aquela consistência dura, durante a ereção. Na extremidade do pênis, o corpo esponjoso se dilata formando a glande (cabeça do pênis), onde se encontra o meato uretral (orifício por onde sai a urina). Cobrindo a glande existe uma pele, em forma de capuz, que é o prepúcio.

Frequentemente se confunde a fimose com o excesso de pele ou o encurtamento do freio(cabresto) do pênis. O cabresto ou freio do pênis é uma estrutura normal, presente em todos os homens, que liga a glande ao prepúcio e tem a função de limitar os movimentos do prepúcio durante a penetração. Não é obrigado que o freio se rompa na primeira relação como muitos pensam; o normal é que ele nunca se rompa.

90% dos meninos nascem com o prepúcio aderido (colado) à glande para proteger tanto ela quanto o meato uretral. Mas a medida que o pênis vai crescendo, ocorre a separação natural entre o prepúcio e a glande. Tanto que aos 3 anos de idade, na maioria dos meninos, quando o prepúcio é puxado para trás, a glande consegue ficar totalmente descoberta.

A FIMOSE é, exatamente, a incapacidade de expor completamente a glande - descobrir a cabeça do pênis - espontaneamente ou manualmente, tanto flácido como ereto. A causa desta dificuldade pode ser o não descolamento do prepúcio da glande na infância, uma aderência adquirida ou o fato de ter nascido com o orifício que existe na extremidade dessa pele, muito estreito. É um problema para a saúde do homem e pode interferir na vida sexual. A glande é naturalmente muito sensível, e portanto,  a principal parte do corpo responsável pelo prazer sexual do homem.  Mas, quando ele tem fimose o prazer pode se transformar  dor! É que a glande fica sempre coberta pelo prepúcio, não entra em contato com nada, e isso deixa a textura de sua pele muito delicada, tornando o toque quase insuportável. Além disso, como o garoto não consegue puxar o prepúcio totalmente para trás na hora de lavar o pênis com água e sabonete, a higiene fica deficitária, e a glande sujeita a infecções e ao câncer do pênis. Assim, qualquer garoto que não consegue expor completamente a glande porque sente dor ou incômodo ou porque o prepúcio incomoda na hora de urinar, na masturbação ou na relação sexual precisa consultar um urologista para avaliar e tratar.

Até bem pouco tempo, o único tratamento para fimose era a cirurgia. Hoje, existem pomadas que conseguem resolver o problema em até mais da metade dos casos que seriam tratados com cirurgia. A cirurgia de fimose, POSTECTOMIA, também chamada de CIRCUNCISÃO por ser semelhante ao ritual religioso dos judeu, é a retirada total ou parcial do prepúcio. Esta cirurgia não diminui o tamanho do pênis! É apenas uma parte da pele que fica sobre a glande que é retirada. A postectomia é uma cirurgia simples, que no jovem ou adulto é feita em consultório médico, com anestesia local (injeção na base do pênis) e dura cerca de 30 minutos. Depois da cirurgia, o homem deve fazer repouso relativo de 01 a 03 dias e atividade sexual só depois de passado 30 dias da cirurgia.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: fimose,pênis,tamanho de pênis

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Um intervalo para se recuperar!

 

O desempenho sexual sempre foi uma das grandes preocupações do homem de todas as idades. Eles se preocupam com o tamanho do pênis, com o tempo de relação sexual, com o prazer que proporcionarão à parceira – e com o número de relações sexuais que conseguem ter em um mesmo dia.

É comum observarmos, em rodinhas composta por homens, conversas e histórias sobre quantas vezes um ou outro conseguiu transar no mesmo dia, ou sem interrupção. “Dei cinco ontem”, diz um. “Dei três sem sair de cima”, diz o outro. E começa a competição, comum em qualquer idade, do desempenho sexual. Além da competição, essa conversa proporciona também insegurança, vergonha e constrangimento naqueles que não conseguem transar mais de uma vez no mesmo dia. Ficam se sentindo inferiores e, por muitas vezes, impotentes..

A verdade, no entanto, é que o número de relações sexuais que uma pessoa consegue no mesmo dia não é importante. A qualidade destas relações, que elas sejam prazerosas e satisfatórias para o casal – isso sim é fundamental. Por isso, ao invés de “dar três”, é melhor dar uma só, que valha por três.

Além disso, ainda existe um fenômeno, natural no homem, que muitas vezes é confundido com fraqueza ou até mesmo com disfunção erétil (impotência). É o período refratário – uma fase da resposta sexual que todo homem tem, mas que incomoda alguns. O período refratário consiste em uma certa quantidade de tempo, logo após a ejaculação, que o corpo necessita para voltar ao estado normal, depois de todas as alterações necessárias que preparam o homem para uma relação sexual. Durante esse período, a ereção diminui, e o homem não responde mais a estímulos eróticos - mesmo que ele tente, não irá conseguir outra ereção.

Isso é absolutamente normal, todo homem tem, e a quantidade de tempo varia de pessoa para pessoa, e de acordo com outros fatores: idade, cansaço, disposição para o sexo, qualidade do estímulo sexual. Quando se é jovem, por exemplo, é possível ter duas relações seguidas – o que não significa que ele não tenha período refratário. No homem mais novo, além desse período ser naturalmente menor, o estímulo erótico costuma ser maior. Assim, o pênis começa a perder a ereção, mas o estímulo é tão forte, que a ereção é recuperada ainda durante a relação sexual, possibilitando duas relações seguidas – o que não significa que a vida sexual deste jovem seja mais prazerosa, ou que ele seja mais forte e mais viril do que qualquer outro homem.

No homem adulto, o tempo do período refratário pode variar de 15 minutos a 2 ou mais horas. Na terceira idade, esse período tende a aumentar, e muito, podendo chegar a até mais de um dia.

Perder a ereção após ejacular, não conseguir ter duas relações sexuais no mesmo dia, ou duas relações seguidas, não significa, portanto, impotência, fraqueza, ou fracasso. Significa que o seu corpo está se recuperando e precisa desse tempo para voltar ao normal, após a exaustiva – e prazerosa! – relação sexual.

Tags: pênis,período refratário,ereção

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Pênis pode ser fraturado?

O pênis pode sofrer fraturas, embora não tenha osso. Não é uma coisa que aconteça com muita frequência, mas como alguns jovens já escreveram fazendo perguntas a respeito deste problema, vamos conversar sobre o que ocorre, porquê e o que se deve fazer para evitar sequelas que futuramente podem trazer desconforto ou dificuldades para vida sexual do homem.

A fratura do pênis

O pênis é formado, basicamente, por dois tipos de tecidos: o esponjoso e o cavernoso. O primeiro, tem a propriedade de absorver o sangue a mais que passa a circular nesta região durante o estímulo sexual, aumentando o pênis de tamanho (ereção). Já o tecido cavernoso é cheio de uma espécie de buracos (cavernas) que servem para prender o sangue dentro do pênis, dando a ele aquela consistência dura, durante a ereção. Acontece, que cada caverna dessa é, por sua vez,  envolvida por uma camada de outro tecido – a túnica albugínea. Pois bem, esta camada que quando o pênis está flácido (mole) tem uma espessura de 2mm, durante a ereção perde sua elasticidade e afina de tal forma que chega a medir 0,25mm. Se nesse momento, o pênis sofre um trauma como, por exemplo, uma rateada de mau jeito na penetração, pode romper ou rasgar a túnica albugínea, produzindo a chamada fratura do pênis.

Na hora, o homem percebe um som seco do tipo “clec” como o destroncar de um dedo, associado a dor, inchaço no local (edema) e imediata perda da ereção. Depois, o local continua dolorido e roxo (hematoma). Há casos em que o pênis chega a ficar torto para o lado, e se a fratura atingir a uretra, o homem pode ter sangramento e dor ao urinar.

As principais práticas que podem causar fratura

A fratura do pênis pode ser causada por vários motivos, mas o mais comum é devido a relação sexual, e mais especificamente a penetração vaginal, quando o pênis escapa do interior da vagina, chocando-se contra o períneo (região entre a vagina e o ânus) ou contra o osso do púbis. É que nesta hora, pênis tende a dobrar e os corpos cavernosos se curvam de uma maneira extrema. Durante a relação sexual a prática mais citada é aquela que a mulher fica na posição “por cima” do homem. Outras situações que podem favorecer este trauma são práticas sexuais agressivas e violentas, a interrupção rápida e inesperada do ato sexual, ou mesmo a tentativa de desfazer a ereção com a mão, curvando o pênis para baixo.

Tratamento

Historicamente, a fratura de pênis envolve o tratamento conservador com analgésicos, compressas de gelo, suporte para o órgão genital e possivelmente, drogas anti-inflamatórias. Atualmente, a conduta mais assertiva tem sido a intervenção cirúrgica, realizada pelo médico urologista, para uma imediata exploração da lesão com esvaziamento do hematoma e identificação e reparo da fratura. Desta forma o pênis se recupera totalmente sem deixar sequelas. Portanto, deixem a vergonha atrás da porta, caso um incidente como este ocorra com vocês.  Quanto mais se demorar, tentando resolver com compressa e analgésico, mais aumenta a probabilidade de se adquirir infecção, deformidade do genital, e até a disfunção erétil – a famosa impotência. O segredo é procurar o médico o mais rápido possível.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: pênis

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Tamanho do pênis: mitos e verdades!

Mito é uma invenção popular. É uma crença que se desenvolve, não sabe o porquê, e na qual muitas pessoas acreditam. Em geral, o mito tem um pouco de verdade e um pouco de mentira. Mas de uma coisa não tenho dúvida: ele pode influenciar a felicidade, quando não se sabe distinguir realidade e mito, verdade e mentira. E quando o assunto é sexo, ou mais precisamente, sexualidade masculina, a crendice popular é cruel e provoca, muitas vezes, nos garotos um sentimento de ameaçada à sua sexualidade. O pênis, símbolo da masculinidade, é o alvo perfeito de muita crueldade! Dentre os mitos, o tamanho do pênis é o que mais provoca sofrimento aos homens, principalmente naqueles que não se consideram "bem dotados", número que pode ser muito elevado.

O pênis na medida certa

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o tamanho do pênis pode variar de 8 a 20cm, em ereção. Os pênis que se enquadram dentro dessa faixa são adequados para proporcionar uma relação sexual prazerosa ao casal. No Brasil, o pênis do homem adulto mede, em média, entre 12,5 e 14,5 cm, quando ereto.

Para medir o comprimento do pênis, o homem precisa ficar de pé e com o pênis paralelo ao chão, em ereção. A medida é realizada colocando uma fita métrica na parte de cima do órgão, desde a base do pênis (na região do osso pubiano) até a ponta. Já a medida da circunferência é feita a partir da medida de 3 locais do pênis: logo abaixo da glande (cabeça do pênis), no meio do corpo do pênis, e na base ou parte mais grossa. A média das três medidas é a circunferência do pênis.

Tamanho não é igual a potência

Muitos homens se preocupam com o tamanho do pênis e sofrem por causa disso, porque a sociedade insiste em fazer a associação entre tamanho e potência. Um pênis de tamanho grande nem sempre tem um ótimo desempenho sexual. A potência ou capacidade de manter o pênis com ereções firmes e prolongadas não é um atributo próprio dos homens supostamente melhor dotados.

A potência sexual depende de muitos fatores, e o principal deles é a capacidade de manter a concentração nos estímulos sexuais recebidos. Para tanto, é necessária a atenção completa e permanente à relação, sem a interferência de ideias, medos ou inseguranças que criem conflitos neste momento.

O que as mulheres querem

A importância do tamanho do pênis para as mulheres é relativa. Enquanto umas valorizam o tamanho, outras afirmam ter tido seus orgasmos mais explosivos com homens que não eram tão bem dotados. O pênis, independente do tamanho, pode proporcionar o prazer da mulher, pois vagina é elástica e se amolda a qualquer tamanho. Além disso, a região de maior sensibilidade do canal vaginal está nos primeiros 4 a 5cm a partir da entrada.

A maioria das mulheres concordam que, mais  que o tamanho do pênis, importam os detalhes no relacionamento sexual, tais como a atenção que o homem dá à estimulação  das zonas erógenas do corpo feminino, em especial o clitóris.

O clitóris, para a maioria das mulheres, é o principal responsável por sua excitação sexual. Localizado acima dos pequenos lábios, em forma de um pequeno botão, causa na mulher sensações semelhantes àquelas sentidas pelo homem no pênis. Quando tocado de forma agradável, o clitóris pode levar a mulher a obter um alto nível de excitação, inclusive o orgasmo.

O sucesso da relação sexual está em se preocupar menos com o tamanho do pênis e dar mais atenção para a parceira e às emoções que essa relação proporciona.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: pênis

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O pênis tem suas razões... que tal conhecê-las?

Sou um jovem de 17 anos e estou intrigado: fico com o pênis ereto com muita facilidade... no metrô, no ônibus, na sala de aula... Houve até uma vez em que ocorreu na sala dos professores, quando fui chamado para tomar uma advertência. Não sei o que faço...Isso é constrangedor.

 

Esta situação verídica, relatada por um adolescente ao serviço de orientação sexual à distância, retrata a imagem que se tem da sexualidade dos jovens. A ereção instantânea é uma característica da adolescência, devido à grande produção de hormônios e à novidade das sensações eróticas e dos interesses sexuais. Nesse momento da vida, basta a lembrança de um beijo, ou uma simples fantasia sexual para a ereção acontecer. É como se o pênis tivesse sempre alerta! Numa situação dessas, o máximo que o garoto consegue fazer é disfarçar como puder e tentar pensar em algo diferente para ereção passar. Além disso precisa ter paciência, porque o processo de retorno ao estado flácido necessita de um tempo para ocorrer. Nem sempre é tão imediato quanto a ereção.

Não conseguir controlar a ereção é uma queixa comum na adolescência. Mas nem sempre o constrangimento que os garotos têm com o comportamento do pênis é o da ereção fora de hora. Tem sido cada vez mais comum o constrangimento de jovens pela falta de ereção no momento da relação sexual.

Nem sempre o pênis responde aos estímulos sexuais

Não basta querer que o pênis fique ereto, ele não funciona assim! Não é como o andar, comer ou falar. O pênis obedece a um mecanismo mais complexo do que a simples vontade consciente de seu dono. A ereção é determinada por muitos fatores, entre eles os hormonais, neurológicos, vasculares e psíquicos. Entretanto, a interferência dos fatores psíquicos é predominante na falha de ereção dos jovens.

O ser humano principalmente no que se refere à sexualidade, criou uma série de simbolismos, normas e rituais que fazem a diferença para cada pessoa, na forma de conviver com os sentimentos, emoções e valores sexuais. Em algumas situações, aquilo que poderia ser um fator erótico pode atrapalhar a resposta sexual e impedir a ereção do pênis. Por exemplo: uma garota que leu uma série de dicas de como enlouquecer seu homem na cama, pode pensar que está "abafando" , isto é, sendo sensual, porque põe em prática alguns dos "conselhos". No entanto, uma determinada carícia pode deixar o parceiro com vergonha, ou com medo de ser rejeitado, e produzir o efeito contrário. Em vez de funcionar como um estímulo sexual, a novidade pode causar inibição no garoto, levando a perder a ereção.

Muitas vezes, a perda de ereção pode se dar diante de sentimentos como medo, insegurança, perfeccionismo, os quais geram tanta ansiedade que o jovem apresenta um comportamento de espectador de seu desempenho sexual, ou seja, na hora da transa, não há a entrega necessária para se envolver nas sensações eróticas e desfrutar delas. Resultado: por mais desejada e estimulante que seja a companheira , as carícias realizadas por ela têm uma recepção precária e o pênis não responde como poderia. É a famosa "brochada" que ocorre com alguém que se deseja muito.

Um outro sentimento que pode gerar a falta ou perda de ereção é o de rejeição ou hostilidade pela companheira. Quando se transa sem sentir desejo por alguém, numa situação popularmente chamado de "cumprir tabela", ou ainda para atender a uma cobrança do grupo, é comum o garoto não responder aos estímulos.

Quando as falhas viram um problema

O fato de apresentar perdas de ereção, uma vez ou outra, não é um problema. Faz parte da natureza humana! As falhas só se tornam um problema de saúde, a chamada disfunção erétil ou impotência, quando, por algum motivo, que pode ser imaturidade sexual ou emocional, o garoto não supera fracassos eventuais e estes passam a ser recorrentes. Nesses casos, há necessidade de uma terapia sexual para conseguir recuperar a autoconfiança no desempenho sexual.

Hoje definitivamente o sexo não é usado só para a reprodução e as mulheres estão cada vez mais cientes e reivindicadoras de sua gratificação sexual. Portanto, o garoto precisa estar preparado para lidar com esta nova mulher, que toma iniciativa; precisa também superar situações em que se torna vulnerável por causa de "acidentes", como perda de ereção, ou ereção fora de hora. Aprender a entender a garota de hoje e a lidar com situações constrangedoras faz da educação sexual dos garotos e merece sua atenção.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: pênis,ereção

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O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.