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Pílulas - sempre uma novidade!

Uma pesquisa do Ministério da Saúde informou que mais da metade das mulheres que  engravidam, não planejaram esta gravidez. Isto não devia ocorrer! Ao longo dos últimos  40 anos, a medicina tem criado cada vez mais condições para que um casal só tenha filhos quando deseja-los. Os novos métodos hormonais são as provas mais evidentes deste investimento científico. Entre estes, quero destacar neste artigo a pílula.  Um dos métodos mais estudados, que teve o seu primeiro lançamento em 1960 e que continua a ser uma novidade até hoje. Logo que foi comercializada, as primeiras pílulas, as pioneiras tinham uma dosagem hormonal muito alta e causavam diversos efeitos desagradáveis. Os níveis de estrogênio, especialmente, eram bastante elevados: em torno de 200 microgramas ou mais. Com o tempo, os cientistas conseguiram reduzir as taxas de hormônios, sem comprometer a eficácia do método. Resultado: as pílulas que já tinham chegado a ter apenas 20mcg de estrogênio, hoje contem 15 mcg desta substância como é o caso da Mirelle, Minesse, já a Yasmin possui uma substância que equilibra os efeitos do estrogênios de forma semelhante à progesterona, hormônio naturalmente produzido pela mulher. Pela baixa concentração de hormônios estas novas pílulas foram chamadas de pílula ultra-light.

Como funciona estas pílulas?

As pílulas, de modo geral, evitam a gravidez devido a ingestão diária de uma pequena quantidade dos hormônios sintéticos, iguais aqueles que são produzidos nos ovários – estrógeno e progesterona. Quando uma garota toma diariamente um comprimido, este acaba enganando o sistema de regulação do seu organismo, não estimulando a produção natural de hormônios.  Com isto é inibida a ovulação. O óvulo não sendo liberado não há como haver a fecundação.  As Pílulas ultra-light  fazem exatamente a mesma coisa e têm um funcionamento igual ao das pílulas tradicionais, isto é, a mulher ingere diariamente um comprimido e no intervalo entre uma cartela e outra, a menstruação desce. Porém, no caso das pílulas ultra-lights, como há uma pouca quantidade de hormônio na sua composição, os efeitos colaterais são mais amenos, ou praticamente inexistem. No Caso da Yasmin, ainda, reduz a oleosidade da pele, permitindo o seu uso por garotas que tenham propensão a acne, controla o peso e diminui a quantidade de pêlos no corpo.

Como usar as pílulas ultra-light

A maneira correta de tomar esta pílula é iniciar a primeira cartela no primeiro dia da menstruação e toma-la no mesmo horário durante 24 dias. Esta é a diferença entre elas e as anteriores. Esta pílula tem 24 comprimidos e se faz pausa de apenas 4 dias e recomeça outra cartela. A menstruação virá nesta pausa.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: pílula anticoncepcional

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História da pílula anticoncepcional: mais de 50 anos!

A pílula já fez 50 anos. Exatamente no dia 11 de maio de 1960 a FDA, agência reguladora de remédios dos EUA, aprovou a primeira pílula anticoncepcional - Enovid. Uma grande novidade chegava as farmácias e à vida dos casais, interferindo de forma significativa na história da mulher, impulsionando a revolução feminina. Utilizada por 21% das brasileiras entre 15 e 49 anos (dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2006), a PÍLULA ajudou a encolher o número das famílias e, consequentemente, liberar a mulher para desbravar o mercado de trabalho. Em 1970, a taxa de fecundidade no país era de 5,8 filhos por casal, e o percentual da população economicamente ativa feminina era de somente 28,8%. Em 2007, a fecundidade despencou para quase 2,0 filhos, enquanto a participação da mulher no mercado de trabalho pulou para 43,6%.

A história da pílula

A primeira experiência que identificou os próprios hormônios femininos como uma possível solução para impedir a gravidez ocorreu em 1921. Assim, muitos anos de estudos e pesquisas foram necessários até que o Dr. Gregory Pincus , o "pai da pílula", conseguisse produzir a combinação de hormônios sintéticos semelhantes aos produzidos naturalmente pela mulher, comprovar a eficácia do método hormonal e obter a sua aprovação junto a FDA.

O Enovid foi criado com uma concentração muita alta de hormônios. Sua composição constava de 150 mg de estrogênio sintético e 9,85 mg de derivado de progesterona; isto significa dez vez mais hormônios do que tem a pílula atual. Uma verdadeira bomba de hormônio sintético que provocava inúmeros efeitos colaterais, como a retenção de líquido (inchaço) até problemas mais graves que podiam levar a morte.

Diante das duras críticas que a pílula sofreu, a indústria farmacêutica não cruzou os braços! Abraçou este desafio, de tal forma, que na década de 1970, surgiu a segunda geração de pílulas, com menos hormônios e sem perda da eficácia. A terceira geração de pílulas chegou ao mercado em 1990 com adicionais também importantes para a qualidade de vida da mulher - aliviar sintomas de TPM e acne. A última novidade, agora, é a chamada pílula verde que ao ser eliminada não agride ao meio ambiente. Vendida só na Europa, ela usa uma substância idêntica aos hormônios naturais produzidos pelo organismo.

As pílulas modernas têm uma quantidade muito menor de hormônio que as antigas, estudos já comprovaram, inclusive, que o uso prolongado do anticoncepcional oral, além de não causar infertilidade, diminui o risco de tumores de ovário, do endométrio e colorretal, mas alguns desconfortos ainda podem ocorrer, como náuseas e enxaquecas.

O sucesso da pílula

Fácil de encontrar, simples para usar e com uma margem de segurança alta, rapidamente, este remédio fez o maior sucesso e passou a ser um dos métodos de preferência das mulheres em todo o mundo. Hoje são 100 milhões de mulheres no mundo e, destas, aproximadamente, 9 milhões são brasileiras. Durante estes 50 anos a pílula anticoncepcional foi sendo aperfeiçoada e trouxe mais qualidade de vida para quem a utiliza. Mas, atenção! Nem todas as garotas podem usar a pílula, e, muito menos, de forma indiscriminada sem o devido acompanhamento médico. Dentre a variedade de pílulas que existe, só este profissional poderá indicar aquela que se adeque melhor ao organismo de uma garota.

Um método para adolescentes

A pílula anticoncepcional é sem dúvida um dos métodos mais indicado na adolescência, devendo ser usada, juntamente, com o preservativo. No entanto, este método hormonal ainda gera insegurança, mitos, polêmicas e principalmente dúvidas e equívocos, como o colocado por este usuário do serviço de orientação à distância:

"Fiz sexo sem camisinha com a minha namorada. Ela toma as pílulas anticoncepcionais da forma correta e está em dia com elas. É possível que ela tenha engravidado?"

Teoricamente, a resposta é não. A garota que toma pílula, diariamente ingere uma pequena quantidade de hormônios sintéticos (artificiais), semelhantes àqueles que são produzidos nos ovários – estrógeno e progesterona – que "enganam" o cérebro e impede que a ovulação aconteça. Sem óvulo, não há como o espermatozoide fecundar. Porém, se por um acaso, a menina toma a pílula de forma inadequada, cometendo os erros mais frequentes, como por exemplo, esquecer de tomá-la por um ou dois dias, atrasar o início da cartela ou mesmo interrompê-la antes de chegar ao final, o risco de gravidez pode aumentar muito.

Por isso, a preocupação desse adolescente faz sentido, obviamente, pela pílula, esta é muito eficaz – 99,9%! Mas, pela sua conduta equivocada. A responsabilidade sobre a prevenção de gravidez não é só da garota, mas do casal. A prevenção deve ser compartilhada , pois, quando o garoto deixa de usar a camisinha porque a garota está tomando pílula, ele perde o controle sobre uma das decisões mais importante de sua vida: não ser pai na adolescência.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: pílula anticoncepcional

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Métodos contraceptivos para as/os adolescentes

Não é milagre! A gravidez faz parte da natureza humana. Depois da primeira ovulação, qualquer garota corre o risco de engravidar numa relação sexual, ou num “namoro” mais íntimo em que o garoto ejacule próximo à entrada da vagina, se ela estiver no período fértil. Mas ninguém deve e nem precisa correr este risco na adolescência! Afinal, essa é uma fase de descobertas, brincadeiras, festas, mas também de um grande desenvolvimento escolar e de preparação para realizar o sonho profissional. Portanto, nesse momento não cabem a maternidade e a paternidade!

Neste artigo, vamos conversar um pouco sobre métodos contraceptivos que podem ajudar a lidar com a vida sexual, sem que se corra o risco de engravidar.

O método do adolescente

O método que deve estar sempre presente na vida dos adolescentes, principalmente na dos garotos, é o preservativo. Ele é único método que dá, ao menino, autonomia e controle para decidir quando ter um filho. Além disso, ainda protege o casal das DST/Aids.

A camisinha, quando bem colocada, dificilmente rompe, mas acidentes podem acontecer. Quando um casal tem vida sexual ativa e ter um filho está completamente fora de seus planos, é aconselhável utilizar um outro método contraceptivo associado à camisinha. Portanto, é importante que a menina também faça a sua parte na prevenção da gravidez. Existem vários métodos possíveis, desde a tabelinha até métodos hormonais ultramodernos. Considero a tabelinha importante para a garota conhecer o funcionamento de seu corpo, mas é um dos métodos que mais falha.

Os métodos contraceptivos mais eficazes e que também são adequados na adolescência são os hormonais. A sua eficácia é muito alta, em torno de 99,9 a 100%, de fácil utilização e reversível no momento em que for interrompido. A dobradinha método hormonal e camisinha pode ser a melhor forma de um casal cuidar de sua proteção às DST/Aids e à gravidez na adolescência.

Métodos hormonais

A principal função contraceptiva dos métodos hormonais é impedir a ovulação. Desta forma, enquanto a garota usar algum método hormonal, não há óvulo nas trompas para os espermatozoides fecundarem.

Existem vários tipos de métodos hormonais, mas a escolha de qualquer um deles precisa do acompanhamento de um médico ginecologista. Para conhecimento de vocês, segue abaixo uma tabela com os métodos hormonais e formas de utilização.

Pílula

Ingestão de um comprimido por dia, todos os dias, até finalizar uma cartela. Quando iniciar a ingestão e o período de pausa entre as cartelas, dependerá do tipo de pílula recomendada pelo médico.

Injetável

Consiste em tomar uma injeção muscular uma vez a cada 3 meses, ou 8 semanas, de acordo com a indicação médica.

Adesivo Transdérmico

O adesivo, que contém hormônios, deverá ser colado na pele, em qualquer local do corpo, menos nos seios ou próximo a eles. É trocado semanalmente e necessita de pausa de uma semana após três semanas de uso.

Anel Vaginal

É um anel plástico, flexível que é encaixado no colo do útero, de onde libera uma pequena dose de hormônio. A colocação é caseira e o anel deverá permanecer no local por 21 dias. Após esse período, deve-se fazer uma pausa de 7 dias e um novo anel será utilizado.

Implante

O implante é inserido debaixo da pele, na região do braço, por um médico. Durante três anos, vai liberar diariamente na corrente sanguínea as doses necessárias de hormônios para evitar a gravidez.

DIU Hormonal

É um pequeno cilindro com hormônios que, ao ser colocado no útero, passa a liberar hormônios, gradativamente. A colocação é feita em consultório médico. A durabilidade deste método é de 5 anos e, durante o seu uso, a garota não menstrua.

Aposte nessa parceria: a camisinha como método de prevenção à gravidez e às DST/Aids e o método hormonal como um reforço contraceptivo. Maturidade sexual significa também ser responsável pelo seu corpo e o do parceiro.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: camisinha,pílula anticoncepcional,adesivo anticoncepcional,injetável,anel vaginal,implante,diu hormonal

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O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.