Instituto Kaplan
 

 

Acertando a hora a gente pode acertar o prazer!

A queixa das mulheres em relação ao orgasmo é muito frequente. E o mais interessante: tanto as mulheres mais maduras quanto as garotas fazem perguntas muito parecidas, como: adoro meu namorado, mas não consigo ter orgasmo.  O que devo fazer?

A resposta é incentivar a mulher a conhecer o corpo e as suas sensações eróticas e conversar com o seu namorado sobre o que descobriu e aprendeu. No entanto, as questões sexuais não se resolvem assim tão simplesmente. Para isto é necessário que a mulher compreenda suas reações para que possa desenvolver atitudes que se transformem em benefício sexual.

Razões socioculturais

Durante séculos, a mulher foi privada do direito ao prazer. A “garota de família”- aquela que era cobiçada como esposa, não devia nem pensar em sexo, quanto mais perceber e desenvolver suas sensações eróticas. Para se ter uma ideia do que estou falando, a falta de desejo sexual não era um problema! Era uma solução, chegou a ser considerado sinônimo de feminilidade. Com toda esta educação atrelada a valores morais rígidos, a sociedade e a religião inibiam a função sexual feminina. Algo natural e essencial para a vida.

Portanto, só a partir das mudanças de comportamento nos anos 70, é que conquistamos o direito de ter prazer. Mas só o direito não basta: é preciso conhecer o próprio corpo para usufruir do sexo.

O corpo erótico e algumas dicas

Numa relação prazerosa há três fases distintas. A primeira delas é o desejo, motivação indispensável para que o corpo se predisponha a relação sexual. Para isso, não existe nada mais importante do que descobrir como gosta de ser abordada e que atitudes do garoto acendem sua vontade de ir para a cama. Sem esse clima, ninguém consegue entrar na segunda etapa –  o estado de excitação. Ele exige uma sintonia grande com o parceiro, que precisa saber que carícias lhe agradam, em que partes você é mais sensível. Os toques dele vão funcionar como estímulos, fazendo com que o corpo passe por uma série de transformações: os genitais recebem um fluxo sanguíneo maior, os bicos dos seios enrijecem, os grandes lábios ficam entreabertos e os pequenos aumentam de tamanho e se projetam. Enquanto isso, o clitóris – espécie de botão pouco acima dos pequenos lábios – se torna mais suscetível ao toque. Quando acariciada nesta região, a garota pode sentir uma enorme satisfação. Nesse período, a vagina produz uma secreção que a lubrifica, facilitando a entrada do pênis. Agora, atenção: a dica para se chegar ao orgasmo –  a terceira etapa –  é a garota atingir a máxima excitação antes da penetração. Ou seja: se o seu  namorado está se preparando para penetrá-la e você ainda não atingiu o estágio ideal, deixe isso claro e experimente só permitir a penetração após a sua sinalização de que chegou o momento. Acertando a hora, os dois poderão ter mais chances de se divertir e obter o orgasmo.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: prazer,orgasmo

comentários.

Orgasmo Feminino Sem Complicações

Uma troca de olhares, um elogio, um gesto, um beijo e pronto: o coração dispara, a face enrubesce, as pernas tremem, as palavras faltam! O desejo é a primeira das quatro fases de uma relação sexual, que culmina com o orgasmo, o prazer físico mais intenso que um ser humano pode experimentar. O termo se origina do grego orgasmos, que significa ferver de ardor.

Durante muitos séculos, as mulheres foram privadas desta sensação, porque a sexualidade só era permitida para fins de procriação. Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o sexo feminino provocou muitas mudanças na sociedade, incluindo a conquista do direito ao prazer. Mas, para exercê-lo, é preciso conhecer melhor o próprio organismo.

Sob efeito do desejo

Quando o desejo desperta, o sangue invade o rosto e se espalha intensamente pelo corpo. Os genitais recebem um maior fluxo sanguíneo e respondem com a excitação. Os bicos dos seios enrijecem. A vulva, órgão genital externo da mulher, começa a sofrer modificações que irão prepará-la para a relação sexual. Os dois pares de lábios, que protegem a vagina, alteram suas características. Os grandes lábios, situados bem à vista, afinam-se e ficam entreabertos. Os pequenos lábios, localizados mais internamente, aumentam de tamanho e se projetam para fora, assumindo uma cor mais avermelhada.

O clitóris, espécie de botão existente pouco acima do local onde os pequenos lábios se unem, fica mais sensível ao toque. Apesar do tamanho pequeno, ele é capaz de provocar um grande prazer ao ser estimulado. O clitóris equivale ao pênis em termos de sensação sexual para a mulher. Durante a fase de excitação, a vagina começa a produzir uma secreção que irá lubrificá-la, com o objetivo de facilitar a penetração do pênis. Seu comprimento normal varia de 7 a 10 cm, mas durante o ato sexual a vagina pode se distender, adaptando-se aos mais diferentes tamanhos de pênis. Para encontrar a sua entrada, basta olhar a vulva a partir do ponto em que os pequenos lábios se unem. Logo abaixo está o canal da uretra, por onde a mulher urina, e descendo um pouco mais surge um outro orifício. Esta é a entrada da vagina, um canal formado por músculos, que liga as partes interna e externa do aparelho genital feminino. Nas mulheres que nunca tiveram uma relação sexual, existe ali uma membrana, o hímen, a qual não foi atribuída, até o momento, nenhuma função fisiológica.

Tempos diferentes

Para a mulher atingir a excitação máxima, e consequentemente, o orgasmo, é importante que o período de carícias se prolongue. O homem alcança esse estado em poucos minutos; precisa apenas de 20 a 30 cm3 de sangue para encher seus órgãos genitais e manter uma boa ereção. Já a mulher necessita de, pelo menos, o triplo de irrigação sanguínea, para garantir uma excitação constante e uma lubrificação adequada. O tempo de carícias que antecede a penetração, as famosas preliminares, pode variar de mulher para mulher. Na maioria das vezes, não deve ser inferior a quinze ou vinte minutos.

Durante essa fase, precisa haver uma sintonia entre as carícias que ela está recebendo e aquelas que gostaria de receber para prosseguir a excitação. A intimidade com o parceiro e a confiança nele são imprescindíveis para alcançar esta sintonia e permitir que a relação sexual alcance o orgasmo.

Muitas das queixas femininas de desprazer durante a penetração estão ligadas ao desconhecimento da importância das preliminares, seja por parte do homem ou da própria mulher. A boa lubrificação é fundamental para o conforto na relação e para se chegar ao orgasmo.

Não dá para explicar como é a sensação de prazer. Seria o mesmo que tentar dizer a alguém que nunca comeu uma cajamanga o gosto que tem a fruta. Difícil, não é? Na realidade, cada pessoa tem um jeito próprio de sentir as coisas. Só é possível descrever as reações corporais associadas ao orgasmo.

Uma poderosa descarga de energia

O alto grau de excitação provoca contrações rítmicas que se iniciam ao redor da entrada da vagina e se expandem por toda a região pélvica. Dessas contrações advém uma sensação rápida, porém intensa, de prazer, relacionada à liberação de certas substâncias químicas no cérebro, as endorfinas, que aliviam a dor, além de proporcionar bem-estar.

Ao contrário do homem, a maioria das mulheres não possui um sinal visível de ter atingido o orgasmo. Manifesta apenas reações como aumento da transpiração, batimentos cardíacos acelerados, respiração mais rápida, gemidos e contrações musculares, seguidas de relaxamento. Na última fase da relação sexual, a chamada resolução, o organismo retorna ao estado anterior à excitação.

O fato de uma mulher ter orgasmo não aumenta nem diminui as chances de uma gravidez. Se ela tiver uma relação sexual durante o seu período fértil e não tomar nenhuma medida contraceptiva, pode engravidar, ainda que não sinta qualquer prazer.

O orgasmo não é obrigação nas relações sexuais, mas o resultado de uma experiência de profunda intimidade e entrega. Caso não aconteça, o casal precisa conversar sobre a transa, deixar a vergonha de lado, falar sobre suas expectativas e preferências. É muito difícil adivinhar o que mais agrada ao outro.

A mulher que finge orgasmo só prejudica a si mesma. Por achar que tudo está bem, o parceiro não altera a sua prática sexual. Tudo continua como está. E o casal perde a chance de procurar e aprender, em conjunto, a sintonia que permita a ela desfrutar também da energia revigorante que vem do prazer.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: orgasmo,prazer

comentários.

O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.