Instituto Kaplan
 

 

Virgindade?!

Ser ou não ser virgem ainda é um fato que atormenta a vida dos jovens. Atualmente, a virgindade é um termo usado para caracterizar a pessoa que nunca teve uma relação sexual, seja ela mulher ou homem. Mas, nem sempre foi assim. Antigamente, ela significava um estado de pureza, ingenuidade, e virtude de uma mulher. Mas, isto tinha uma razão econômica e religiosa muito forte: inibir a atividade sexual da mulher para manter-se fiel ao marido e garantir que seus filhos fossem legítimos para tornarem-se herdeiros dos bens do casal. Assim, a mulher digna e honrada era aquela que se mantinha virgem até o casamento.  E o casamento era tudo que uma mulher podia esperar na vida. Sua função era ser esposa e mãe. Esta realidade mudou e com ela a exigência da virgindade na menina. Hoje, as garotas podem vir a ser o que desejarem, além de esposa e mãe. Podem ser médicas, política, administradora de empresa, jornalista, jogadoras de futebol e até pilotar avião. A honra e dignidade feminina não estão mais ligadas ao fato de ter ou não ter experiências sexuais, e muito menos de permanecer com seu hímen intacto. Mas, mesmo assim, a virgindade ainda é uma herança cultural que se reflete na sexualidade feminina e masculina, gerando dúvidas, medos, inseguranças e contradições.

O fantasma da virgindade

O maior temor está focado na estrutura anatômica que representa a virgindade – o Hímen. As meninas temem que práticas como o uso de absorventes internos ou mesmo a masturbação possam rompe-lo. Já outras garotas para preserva-lo e se sentirem “virgens” buscam em outras formas de relação sexual – sexo oral e anal, a sua intimidade e prazer com o namorado. E ainda há aquelas que mesmo não resistindo ao sexo vaginal tentam remediar a situação buscando plástica para reconstruir o hímen. Isto sem falar no medo da dor e na desconfiança que abala a relação quando o sangramento não acontece na primeira vez. Os meninos, muitas vezes, querem saber sobre o hímen e, principalmente, se há alguma forma deles detectarem durante o ato sexual se a garota é virgem. Já aqueles que não estão tão ligados na necessidade de ser o primeiro, receiam machucar sua namorada, mas, ansiosos para transformar este encontro num momento inesquecível, acabam por temer não conseguir controlar sua ereção ou ficam tão afoitos que se obrigam à consumação imediata do ato sexual, antecipando a penetração. Sem  o envolvimento erótico necessário, a garota não atinge a excitação adequada e nem tem as condições fisiológicas para receber o pênis. O resultado é desconforto e dor na primeira relação sexual.

O Hímen

O hímen é película fina, com 3 milímetros de espessura, localizado na entrada da vagina que tem o papel de protegê-la, uma vez que na infância a menina não produz hormônios suficientes para se defender de possíveis infecções. Esta membrana possui orifício de vários tipos, que de acordo com sua forma recebe nomes diferentes: anular, bilabiado, cribriforme, septado ou separado e o complacente ou elástico que é aquele que por ter uma abertura maior suporta a passagem do pênis sem se romper.

Quando dói?

É importante que tanto o homem quanto a mulher saibam que a primeira relação não precisa doer. Primeiro porque o hímen não tem nenhuma inervação para transmitir a dor, segundo porque durante o ato sexual, a vagina se prepara dilatando o seu diâmetro para receber o pênis. Este, quando a mulher está excitada, desliza por suas paredes devido à lubrificação da vagina. Muitas vezes, a tensão do momento e o lugar onde se está não ajudam a relaxar e o clima impede que a mulher se prepare para a penetração. Carinho, estar convicta de sua vontade sexual, se prevenir de gravidez e DST/Aids e se sentir à vontade e confiante no parceiro ajudam muito a não doer.

Quando que há o sangramento?

Vai depender do tipo de hímen, mas principalmente das condições em que acontecer o rompimento e a relação sexual. O rompimento pode ser em várias partes do hímen. Quando ocorre exatamente no local onde passa um vaso sanguíneo, poderá sangrar mais ou menos, se este vaso for uma artéria ou uma veia.  Assim, algumas mulheres sangram na primeira relação devido a ruptura do hímen, mas outras vezes o sangramento pode ocorrer porque na hora H faltou tranquilidade, delicadeza, paciência ou mesmo porque a relação foi violenta, provocando um excessivo atrito na mucosa não lubrificada da vagina. Essas situações, além de aumentar o risco de infecção, podem deixar sequelas para a vida sexual da garota.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: virgindade,hímem

O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.