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Por dentro da Camisinha - conhecendo os agentes causadores das DST

O guia Your love. Your life é uma ação mundial da Durex e contou com a revisão do Instituto Kaplan para oferecer a você mais informações sobre sexo e relacionamentos.

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Tags: DST,HIV,HPV,Herpes Genital,Sífilis,Gonorreia,Hepatite B

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Your Love - Your life: um guia prático para adolescentes

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Desejo Sexual: O ingrediente indispensável para o sexo

Não passa pela cabeça da maioria das pessoas que adolescentes também possam sofrer de falta de desejo sexual, que é uma das disfunções sexuais mais comuns na nossa população. Tudo começa muito bem. O casal está completamente apaixonado, e qualquer oportunidade de transar ou trocar carícias não é desperdiçada! Mas, depois de algum tempo, sem um motivo aparente, vem a queixa: um dos parceiros perdeu a vontade de transar. Foi assim com Mário e Lídia. Começaram a namorar e, aos 6 meses de namoro, transaram. Hoje, 1 ano depois, eles estão se perguntando o que está acontecendo com eles. Se ainda estão a fim de ficarem juntos, por que Lídia já não tem tanta vontade de transar?

Desejo sexual

Uma relação sexual acontece em 4 etapas: desejo sexual, excitação, orgasmo e resolução. Neste artigo, vamos falar sobre o desejo. Por ser a primeira etapa de nossa resposta sexual, muitas vezes o desejo não é percebido, ou não lhe é dado o devido valor. O desejo sexual é uma condição indispensável para uma transa acontecer, porque ele é a motivação para o sexo; é o tesão, o que dá emoção. Aliás, tudo que a gente faz na vida, para ser prazeroso, precisa ser movido pelo desejo. Parece óbvio, mas nem sempre as coisas acontecem nesta sequência!

Muitas vezes, porque um dos parceiros quer transar, o outro se sente na obrigação de corresponder, pondo o seu desejo em segundo plano. O resultado, em geral, é frustrante. Cada pessoa tem um jeito próprio de funcionar. Para haver a sintonia, é necessário que alguns ingredientes importantes para despertar o desejo sexual de cada um façam parte da relação.

No início do namoro, a paixão é um ingrediente que garante o tesão. A paixão, em si, é um estado de motivação para o sexo. Porque naturalmente ela cria situações que são estimulantes para acionar o desejo sexual. Apaixonados, nós só pensamos e enxergamos o que o outro tem de bom, as coisas boas que se podem fazer juntos, o quanto é gostoso estar a sós... Tudo é novidade, e cada beijo, cada olhar, cada palavra se tornam um estímulo sexual.

Mas, com o tempo, a paixão passa, e fica o amor, a afetividade. A sintonia do desejo sexual pode deixar de existir e, no seu lugar, entra o verdadeiro relacionamento sexual entre o casal. É hora de se prestar atenção em si e no outro, e aprender a identificar a linguagem corporal, como a sensualidade, um olhar especial, um jeito de acariciar, que informam aos parceiros a disposição de se fazer sexo.

O nosso desejo sexual é influenciado e moldado predominantemente pela aprendizagem de valores e pelo contexto social em que se dão nossos encontros amorosos. Portanto, se uma garota, para sentir tesão, precisa ser elogiada pelo namorado, a lembrança de uma boa transa que eles viveram há alguns dias pode não ser o suficiente para deixar o desejo sexual em estado de alerta! É importante descobrir como cada um se sente valorizado como homem, ou como mulher; que carícias despertam o desejo, e como se quer ser abordado sexualmente. Em outras palavras, namorar é preciso! O desejo sexual está diretamente ligado à qualidade das relações e ao interesse entre os parceiros.

Como funciona o desejo sexual

O desejo sexual é uma necessidade que faz homens e mulheres procurarem, iniciarem e/ou responderem à estimulação sexual. Ele não é apenas uma sensação ou uma idéia da nossa cabeça. É um estado de motivação, ou um impulso que é gerado no cérebro do mesmo jeito que a fome, a sede, o calor, o frio. O centro regulador do sexo fica situado no hipotálamo e funciona sob o comando de duas forças: o motor erótico e o freio sexual.

O desejo sexual normal depende do bom equilíbrio entre o motor erótico, que estimula a vontade de fazer sexo, e os freios sexuais, que mantêm sob controle as nossas vontades sexuais, ajustando-as às oportunidades e riscos do meio ambiente. Se o mecanismo de controle sofrer qualquer alteração, a pessoa pode apresentar um aumento ou uma diminuição anormal do desejo sexual.

Assim, uma das hipóteses para o comportamento de Lídia é que a regulação de seu desejo sexual esteja sofrendo uma alteração. Isto pode ser causado por fatores biológicos, como alterações hormonais, e/ou por aspectos psicossociais, tais como uma educação sexual muito rígida, a percepção do parceiro como não sendo mais atraente, ou, às vezes, até mesmo repulsivo, por representar um perigo extremo iminente (como, por exemplo, o medo de ficar grávida, pegar uma doença sexualmente transmissível, ser descoberta pelos pais, ser assaltada), ou ainda por pensamentos que provocam raiva ou ansiedade.

Em geral, homens e mulheres apresentam diminuição do desejo sexual em razão de conflitos psicológicos, dificuldade de relacionamento, estresse e depressão. Cabe ao casal conversar e tentar identificar os ingredientes que acionam ou impedem o desejo sexual no relacionamento.

O desejo sexual é a etapa que define a qualidade da relação sexual. Devemos respeitar nosso desejo. Se a conversa não for suficiente para o casal descobrir o que está acontecendo, isto pode ser um sinal de que o casal precisa procurar profissionais para ajudá-lo. É preciso procurar um médico para eliminar os fatores biológicos/fisiológicos e, caso não haja causa física, conversar com um terapeuta sexual.

Escrito por Maria Helena Vilela

Tags: desejo,resposta sexual

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Requer sim prática

Na teoria, todo mundo é adepto do sexo seguro. Mas a verdade é que nem sempre a camisinha entra na cama com naturalidade. A prova disto está demonstrada numa pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a qual mostra que cerca de 35% dos adolescentes brasileiros iniciam a vida sexual sem usar preservativo, e quando o relacionamento é com um parceiro fixo este número cresce para algo em torno de 60%. Então vamos conversar sobre uma das principais dificuldades na utilização da camisinha masculina – a habilidade com o preservativo. 

Para desenvolver a habilidade

Muitos são os motivos que levam os jovens, inclusive os bem instruídos e com todas as informações sobre DST/Aids, a se arriscarem, por alguns minutos de prazer: o medo de perder o clima, a suspeita de infidelidade, a confiança incondicional do amor, e principalmente, a falta de habilidade com o preservativo que somadas aos mitos e preconceitos, ameaçam o desempenho sexual.

Ter habilidade com o preservativo, não quer dizer apenas conhecer as etapas de sua colocação – 1) abrir a embalagem com cuidado; 2) colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto; 3) antes apertar a ponta para retirar o ar; 4) desenrolar até a base do pênis; 5) usar lubrificantes à base de água; 6) após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda duro; 7) embrulhar em papel higiênico e jogar no lixo – Ter habilidade é adquirir a competência de executar tudo isto com uma facilidade que não limita nem interrompe a atividade sexual.  Para tanto, a intimidade e o treino com a camisinha é fundamental - abrir, pegar, brincar e colocar, tanto quanto for necessário. Costumo dizer que esta intimidade não deve ser um privilégio só dos meninos. Quanto mais cedo se der este contato maior a probabilidade do preservativo se tornar um aliado no prazer sexual dos jovens.

Treino das meninas

Muitas meninas ao se depararem com a camisinha pela primeira vez têm, além do sentimento de vergonha, a sensação de nojo, de quem rejeita pelo medo do desconhecido. A camisinha tem que ser sua conhecida antes de começar a transar. Abra a embalagem, tire a camisinha de dentro e pegue nela. Ponha na sua mão, analise, brinque, faça-a de bexiga. Outra hora, treine coloca-la de acordo com a técnica, em algum objeto cilíndrico, que pode inclusive ser os seus dedos. Quando este treino estiver tranqüilo você pode experimentar desenvolver esta habilidade com a boca. Este é um excelente recurso para sua parceria não resistir ao uso da camisinha.

Treino dos meninos

Faça o mesmo que as meninas. Conheça bem o preservativo antes de treinar sua colocação no pênis. É muito importante que você tenha todas as etapas muito bem assimiladas para não se atrapalhar na hora H. Nesta hora a pressão é muito grande e qualquer medo de errar gera ansiedade e tira a sua concentração das carícias sexuais. Resultado: o garoto pode perder a ereção. Portanto, um bom momento para este treino é durante a masturbação. Sozinho, sem cobranças ou receio de errar o garoto pode desenvolver e aperfeiçoar a técnica de utilização do preservativo, de tal forma que não irá se prender a mitos ou preconceitos para se proteger de um vexame. Pelo contrário, sem o medo de engravidar ou adquirir uma DST/Aids estará muito mais livre para sentir prazer e incrementar a sua relação, alternando a colocação da camisinha com a sua namorada e transformando este momento num jogo erótico. A  camisinha deixa de ser uma intrusa para ser parte das carícias, um artefato de prazer.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: camisinha

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Nem toda relação sexual engravida!

Sexo é uma necessidade de todo mundo. Da mesma forma que precisamos comer, dormir, beber, nós também praticamos o sexo. Esta é uma necessidade vital dos seres humanos e de todos os animais que possuem a reprodução sexuada. Embora o indivíduo não morra se não fizer sexo, se os serem humanos deixassem de ter relações sexuais, a espécie humana morreria.

Tecnicamente, para haver uma gravidez, são necessárias duas coisas: o óvulo e o espermatozoide. O óvulo é uma espécie de semente que é produzida no corpo da mulher e o espermatozoide no corpo do homem. Para que ambos se encontrem, naturalmente, e se gere um bebê, é necessário que haja uma relação sexual. No entanto, nem toda relação sexual engravida e nem sempre é preciso ter uma relação sexual completa para proporcionar este encontro e a gravidez acontecer. Compliquei?! Vou esclarecer.

A gravidez pode ocorrer sem a penetração

Os espermatozoides estão contidos num líquido chamado sêmen que o homem produz nos testículos; tal líquido é bombeado para fora toda vez que ele tem uma ejaculação. Para haver uma ejaculação, em geral o homem precisa de um estímulo sexual intenso que, muitas vezes, ocorre durante a relação sexual, quando o homem penetra a vagina da mulher. No entanto, não é só durante esse momento que ele consegue receber um estímulo sexual capaz de fazê-lo ejacular. Quando, por exemplo, a garota masturba seu namorado, ou o casal troca carícias muito intensas (o chamado "malho") pode se elevar a excitação de ambos, tornando a vagina da menina bastante lubrificada (molhada) e levando o menino a ejacular. Se o sêmen se misturar com a secreção vaginal, o casal corre o risco de ficar "grávido", sem haver penetração.

Para haver o encontro do espermatozoide com óvulo, é necessário que o sêmen seja depositados dentro ou próximo da vagina, de tal forma que os espermatozoides entrem em contato com a secreção vaginal. Essa secreção é o condutor dos espermatozoides até o óvulo. Os espermatozoides sozinhos não conseguem escalar o canal vaginal, útero e chegar às tubas uterinas. Eles precisam de uma espécie de carona da secreção vaginal para que isto ocorra. Por sua vez, se este contato não acontecer de forma direta e imediata, os espermatozoides logo perdem sua motilidade (capacidade de locomoção) e, mesmo que entrem em contato com a secreção vaginal, não conseguem mais fazer tal percurso. Existem três exemplos que são corriqueiros, nos quais o espermatozoide perde sua motilidade: depois de um tempo da ejaculação, quando o sêmen já tenha secado, quando o garoto ejacula na cueca e esta encosta depois na região da vagina, e por fim, quando ele ejacula e a garota está de calcinha sem abertura.

Nem toda relação sexual engravida

As meninas produzem os óvulos dentro de dois pequenos órgãos que se chamam ovários e que ficam localizados um de cada lado, próximos às tubas uterinas. Ao nascerem, elas já contêm todos os óvulos que irão eliminar durante sua vida (por volta de 25.000). Eles ficam lá, imaturos dentro dos ovários, e, só quando ocorre a primeira menstruação, a menarca, é que se sabe que os óvulos começaram a amadurecer. Em geral, uma mulher produz um óvulo por mês, alternando os ovários, isto é, um ovário a cada mês.

A maturação do óvulo acontece devido aos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, que agem logo após a menstruação e levam vários óvulos a entrarem no processo de maturação. Mas apenas um consegue chegar até o final, a ovulação. Quando há a ovulação, os demais param o processo, morrem e são absorvidos pelo organismo. O óvulo que se desprendeu do ovário inicia uma viagem até a tuba uterina e lá permanece vivo por apenas 24 horas, aproximadamente.

Como vocês podem observar, é durante apenas 24 horas que a mulher fica fértil num mês. Por isso que nem toda relação sexual engravida. Mas o problema é a gente descobrir quais são exatamente estas 24 horas férteis? Isto é praticamente impossível! O que a gente consegue é prever um período de alguns dias, durante os quais a mulher tem maior probabilidade de ter ovulado. É o chamado período fértil.

Cálculo do período fértil

O período fértil são os dias mais prováveis de acontecer a ovulação (liberação do óvulo). Nestes dias, se uma garota tiver uma relação sexual, pode ficar grávida. Para identificar este período, é preciso saber que, 14 dias depois da ovulação, ocorre a menstruação, assim, para saber o período fértil, há um procedimento a ser praticado durante pelo menos 3 meses; além disso, há um cálculo a realizar.

Em primeiro lugar, é preciso anotar a data do início e do término da menstruação. A seguir, deve-se contar o número de dias do primeiro da menstruação até a véspera do início da menstruação seguinte: este é o ciclo menstrual. Para se ter certeza, é preciso repetir o processo por, pelo menos, três meses.

Como a ovulação ocorre 14 dias antes da menstruação, o cálculo é feito da seguinte forma:

Para saber o início deste período, subtrair 17 do número de dias do ciclo mais curto, e 11 do mais longo para saber quando termina.
Ex: Ciclo mais curto:26 dias (26-17 = 9 ); ciclo mais longo: 32 dias (32-11 = 21).
O período fértil será do nono ao vigésimo primeiro dia do próximo ciclo menstrual.

O conhecimento e a consciência de que é por meio de uma relação sexual que se engravida naturalmente nem sempre existiu. Houve época em que não se entendia o processo da concepção... Mas já faz muito tempo!

Portanto, meninos e meninas não ajam como os homens da Pré-história que acreditavam que a gravidez simplesmente acontecia por uma magia da mulher. Hoje, com tudo que a ciência já nos proporcionou, podemos desfrutar dos prazeres do sexo e só engravidar no momento que a gravidez pode ser bem-vinda.

Escrito por: Maria Helena Vilela

Tags: gravidez,período fértil

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O S.O.Sex - Serviço de Orientação Sexual à distância é uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan. Criado em 1992, tem como objetivo atender as pessoas que buscam esclarecimentos de suas dúvidas sexuais, por meio de atendimento gratuito e personalizado. Até 2011 mais de 150.000 dúvidas foram esclarecidas e hoje atendemos poEmail. Saiba mais sobre nosso trabalho e resultados.